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28 de out de 2010

Violência e segurança pública em debate na Alesc

Vários parlamentares destacaram o problema da segurança pública em Santa Catarina durante sessão ordinária da manhã desta quinta-feira (28).

Veja matéria no Portal Alesc:

Em seu pronunciamento, o deputado Onofre Agostini (DEM) chamou a atenção dos presentes para a onda de assaltos que assola as cidades catarinenses. “Recentemente, um posto de combustíveis da Capital foi assaltado duas vezes em um único dia, mas ninguém mais se espanta com isso, pois a violência está banalizada. Estamos chegando ao fundo do poço e precisamos dar um basta nisso”, frisou.


Para a deputada Ada Faraco de Luca (PMDB), a solução estaria em enfrentar o problema de forma conjunta, unindo os esforços da sociedade civil, das polícias e do exército. A sugestão recebeu o apoio de Vieirão, que acrescentou que se busque unificar as polícias Civil e Militar. “Esse é o primeiro passo para se combater a violência pois, atualmente, o que uma faz a outra desfaz. Há até mesmo casos de brigas entre policiais das duas corporações, um absurdo”, concluiu.

Para o deputado Sargento Amauri Soares (PDT), não há como melhorar a segurança pública se não houver encaminhamentos adequados nas demandas do setor. Soares listou como prioridades a valorização profissional, a definição de uma nova escala salarial e da adoção de um plano de carreira. Ele colocou-se à disposição para iniciar os diálogos entre a categoria e o novo governo eleito, assegurando negociações mais tranqüilas do que em governos anteriores. “Agora é diferente, pois não houve compromissos firmados por ambas as partes, como na gestão do ex-governador Luiz Henrique da Silveira (PMDB). Podemos começar do zero, sem cobranças”, salientou.

Também abordando o tema, o deputado Valdir Cobalchini (PMDB) cobrou que o Parlamento catarinense se empenhe nas discussões sobre o combate às drogas, que, segundo ele, está intrinsecamente ligado à onda de insegurança urbana. “Não é possível conviver com uma chaga que a cada dia destrói mais a vida dos catarinenses. Esse tem que ser um assunto prioritário da Casa”. Cobalchini propôs que se crie uma frente parlamentar exclusiva para debater e encontrar soluções para o problema.