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23 de ago de 2011

Nota conjunta da Aprasc e do Sintrasp sobre a disputa entre a polícias Civil e Militar

Segue nota entre as duas principais entidades representativas da segurança pública do Estado de Santa Catarina:

A Associação de Praças do Estado de Santa Catarina (APRASC) e o Sindicato dos Trabalhadores em Segurança Pública/SC (SINTRASP) assinam essa nota conjunta em apelo aos servidores de base da segurança pública, especialmente praças da Polícia Militar e agentes da Polícia Civil, para que se abstenham de qualquer conflito derivado da aparente disputa de poder entre as duas instituições.

Entendemos que é um conflito que não tem origem na base, mas no topo da pirâmide governamental que administra - ou deveria administrar - a Segurança Pública em nosso Estado. Da nossa parte, devemos continuar tendo a relação amistosa que sempre tivemos segundo os preceitos legais e morais que interessam ao conjunto da nossa sociedade.

Até pouco tempo atrás os conflitos eram, sim, fatos isolados, mais relacionados a desentendimentos pontuais, num ou noutro caso. Por decisões das esferas de comando e de gerência, no entanto, os conflitos têm se tornado corriqueiros e intensos. Quem sabe, desde suas salas climatizadas, as cúpulas possam continuar seu conflito verbal.

Nas bases, a natureza do serviço que realizamos, os métodos e táticas de procedimentos, os equipamentos e armamentos empregados não permitem esse tipo de disputa. Qualquer má impressão ou gesto diferente pode levar até mesmo a uma tragédia, e é para prevenir contra isso que nos manifestamos nesta nota.

Em nome de nossas tradições de amizade e companheirismo, em nome da sociedade que tanto precisa dos nossos serviços, estendamos as mãos uns aos outros, deixando os conflitos para quem tem a responsabilidade de resolvê-los. Precisamos nos unir, e lutar sim, mas para que sejamos respeitados pelas autoridades como trabalhadores da segurança pública, exigindo salário justo, carreira dignificante, respeito humano e mais efetivo.

Para a sociedade, e também para nós que efetivamente estamos nas ruas trabalhando, interessa a integração das duas instituições, enquanto não alcançamos a tão almejada unificação. É preciso que tanto civis quanto militares trabalhemos de forma harmônica e cooperativa, como determina a lei, pois é apenas isso que a nossa sociedade quer e precisa.

Florianópolis, 22 de agosto de 2011.

Carlos Alberto da Silva
Presidente do SINTRASP

Sargento Amauri Soares
Presidente da APRASC