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14 de mar de 2010

Padre também peca

O padre Círio Vandresen, candidato à prefeito de São José pelo PT, teve suas contas da eleição de 2008 reprovadas em primeira instância pelo juiz Osíris do Canto Machado, da 84ª Zona Eleitoral. A decisão também o impede de concorrer a cargos públicos até 2012.

Conforme o relatório técnico, não ficou comprovada a quitação de R$ 45 mil em dívidas, compostas por dois cheques devolvidos: um no valor de R$ 15 mil e outro de R$ 30 mil. Mais: o candidato somente encaminhou a prestação retificadora em 31 de agosto de 2009, quando deveria tê-lo feito em 7 de janeiro, quase oito meses depois. Para o juiz, isso "deixa subentendido que esse prazo foi utilizado para negociação com os credores na tentativa de obter documentos que comprovassem a quitação das dívidas pendentes".

Dez dias depois de apresentar a retificação atrasada, Círio Vandresen tomou posse como deputado-suplente na vaga de seu companheiro de partido Dirceu Dresch. Ele esquentou a cadeira por 60 dias. Durante esse período, a Assembleia Legislativa ficou em sua composição com dois padres - e petistas. Além de Vandresen, o deputado Padre Pedro Baldissera, com base no Oeste do Estado.

Além de atuar por 17 anos no sacerdócio, inclusive na Comissão Pastoral da Terra, Vandresen já disputou cinco eleições: três vezes como candidato a deputado estadual (1998, 2002 e 2006) e duas vezes como candidato a prefeito no município de São José (2004 e 2008). Na última disputa, pela Prefeitura de São José, ficou em terceiro lugar, recebendo 22.638 eleitores. Sétimo suplente do PT, conseguiu dois meses de mandato depois de conquistar 14.077 votos.

Antes disso exercia cargo no Ministério da Pesca, em Santa Catarina, dirigido pelo também petista catarinense Altemir Gregolin.

Logicamente, a decisão ainda pode ser alvo de recurso judicial, se ele quiser, é claro.