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22 de fev de 2008

Por onde anda o soldado Sílvio?

Em 1986, um soldado da Polícia Militar, Sílvio Roberto Vieira, invadiu o estúdio da TV Cultura e rendeu os barões do radialismo catarinense: Roberto Alves, Miguel Livramento e Hélio Costa. Mal pago e desesperado, estava armado e atirou na parede. Não era o tal João de Santo Cristo, mas ele queria era falar com o presidente. Ou o governador Esperidião Amin, que assistia tudo de sua casa.

Depois de 32 minutos, "dramáticos", segundo Roberto Alves, um coronel, que usou mais repressão que psicologia, o rendeu.

Hoje encontrei o soldado Sílvio no Milton's, um boteco no Centro de Florianópolis. Alguns cabelos brancos a mais, ele sentou, falou que trocou o curso de Ciência Política, no Cesusc, por Direito, e contou algumas histórias que não entendi muito bem. No meio da conversa só consegui pegar "MR-8".

Pediu um copo de cerveja - servi -, um cigarro - não fumo - e cinqüenta reais - neguei. Ele agradeceu a lembrança, se levantou e se despediu:

- Aconteça o que acontecer serei sempre o soldado Sílvio.