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8 de abr. de 2012

Três coincidências envolvem dois delegados da era Pavan

Três coincidências chamam atenção no caso de exoneração do delegado Cláudio Monteiro da chefia da Deic (Diretoria Estadual de Investigações Criminais) da Polícia Civil.

A primeira coincidência: a exoneração de Monteiro representa a segunda queda de delegados da cúpula da Polícia Civil, envolvidos em possíveis irregularidades, que foram empossados pelo ex-governador Leonel Pavan. O primeiro foi o ex-delegado-geral Ademir Serafim. Pavan recentemente foi inocentado pela Justiça das acusações de corrupção e violação de sigilo funcional para favorecer a Arrows Petróleo - distribuidora de combustíveis.

Há praticamente dois anos, em 23 de abril de 2010, Pavan deu posse aos delegados Serafim (delegado-geral) - recentemente preso em suposto envolvimento em jogo de azar em Balneário Camboriú - e Monteiro (diretor da Deic). O secretário da Segurança Pública na época era o também delegado André da Silveira, ex-diretor da academia. Passado o governo Pavan, Monteiro continuou na chefia da Deic, mas subordinado ao promotor de Justiça César Augusto Grubba, atual secretário.

7 de abr. de 2012

Delegado denunciado por uso excessivo de força

O mesmo delegado que em fevereiro abriu investigação para apurar uma suposta tortura cometida por policiais militares em Balneário Camboriú está sendo denunciado de abuso de poder, uso excessivo da força e de ter fraudado um flagrante.

Em entrevista ao jornal "Diarinho", publicada no dia 8 de fevereiro, o delegado ora acusado, Márcio Luiz Colatto, acusa: “Os policiais fizeram uma cagada sem tamanho”. Mais recentemente, foi a vez do advogado Alex Almeida defender seus clientes, a família Hassan, e acusar o delegado: “Houve um abuso de autoridade e lesão corporal. Primeiro é o chute e depois ele dá com o bastão no braço do meu cliente. Pior não é nem a pancadaria, mas é mentir que os meus clientes estavam armados e forçar um flagrante de tentativa de homicídios, sendo que ele não mostrou arma nenhuma”.

A denúncia contra o delegado circulou pela internet no vídeo:

2 de abr. de 2012

Bom salário melhora a qualidade da segurança pública?

Muitos representantes de classe das polícias, Brasil afora, afirmam que bons salários resultam em aumeneto da qualidade da segurança pública oferecida. A notícia a seguir, publicada na Agência Senado, demonstra que isso não é - totalmente - verdade. No Distrito Federal, os policias civis e militares recebem o melhor salário do país - até porque é subsidiado pelo governo federal. No entanto, a região do entorno do DF apresenta índices de homicídio maior que a média nacional:
Se a média nacional é de 26 homicídios por 100 mil habitantes, em algumas cidades do entorno do DF essa incidência chega a 70 homicídios por 100 mil habitantes, conforme comentou o senador Rodrigo Rollemberg (PSB-DF).
Em outro trecho, a notícia informa que a violência em geral aumentou, conforme próprios dados do governo local:

[vídeo] Pousando em Florianópolis


26 de mar. de 2012

28/03: Ato em defesa do SAMU público, às 14h30, na Alesc



Comissão de Trabalho aprova direito de associação para policial e bombeiro militar

Vicentinho lembra que a lei
que organiza os militares estaduais
foi editada durante o Regime Militar.
Fonte: Agência Câmara

A Comissão de Trabalho, de Administração e Serviço Público aprovou na quarta-feira (21) projeto de lei (PL 364/11), do deputado William Dib (PSDB-SP), que garante ao policial [e bombeiro] militar estadual o direito associativo, além de dispensá-lo de suas funções para cumprir mandato eletivo na respectiva entidade representativa. O relator da proposta, deputado Vicentinho (PT-SP), recomendou a aprovação da proposta e teve o apoio dos membros da Comissão.

Para Vicentinho, a proposta acompanha a evolução da Administração Pública e da própria sociedade brasileira ao reconhecer a participação de policiais [e bombeiros] militares em entidades representativas da categoria. De acordo com o parlamentar, a lei que organiza as polícias militares e os corpos de bombeiros militares (Decreto-lei 667/69) foi editada durante um regime de exceção.