Um áudio obtido de forma anônima mostra a crueza da negociação entre o candidato a reitor da UFSC Carlos Alberto Justus (Paraná), e estudantes considerados lideranças - majoritariamente do Centro Tecnológico. O diálogo demonstra a forma fisiológica de se fazer política na instituição.
O áudio, com edição, foi extraído de uma reunião de 1h30min em uma república conhecida como TNT, que já foi residência de alguns líderes do movimento estudantil de direita da UFSC.
O professor Paraná, que obteve 42,76% dos votos no primeiro turno, está disputando o segundo turno com a professora Roselane Neckelm, que conquistou 24,34% dos eleitores na primeira etapa.
A políticia estudantil do toma-lá-dá-cá da UFSC já foi retratada em recente matéria publicada no Zero, jornal laboratório do curso de Jornalismo UFSC, na qual revela a história do dono do bar mais famoso do bairro universitário, o "Bar do Pida", e sua participação nas eleições da universidade.
O vídeo é uma aula de como não se fazer política (ou como jovens fazem política de velhos):
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25 de nov. de 2011
12 de nov. de 2010
Andes-SN reverte ato do MTE e restabelece o direito de atuar em SC
Fonte: Andes-SN
O processo de mobilização articulado pelo Andes-SN no último período surtiu efeito e culminou na retirada da obstrução para o Sindicato Nacional atuar nas instituições federais de ensino superior no Estado de Santa Catarina. O anúncio foi feito oficialmente pelo ministro Carlos Lupi aos representantes da diretoria do ANDES-SN, durante audiência na tarde desta quarta-feira (10/11).
30 de out. de 2010
Eleição do DCE da UFSC tem quatro chapas
Quatro chapas se inscreveram para disputar a eleição para o Diretório Central dos Estudantes da UFSC. Cada uma delas compõe forças políticas do diversificado mosaico do movimento estudantil. São elas:
Chapa 1 - Rosa dos Ventos: (21 de Junho)
Chapa 2 - Vez e Voz (Juventude Comunista Avançando, Coletivo Barricadas, União da Juventude Comunista, Esquerda Marxista)
Chapa 3 - Para Dizer Mais Sim do Que Não (União da Juventude Socialista e Demolay)
Chapa 4 - Vem Pra Luta Vem (PSTU)
Chapa 1 - Rosa dos Ventos: (21 de Junho)
Chapa 2 - Vez e Voz (Juventude Comunista Avançando, Coletivo Barricadas, União da Juventude Comunista, Esquerda Marxista)
Chapa 3 - Para Dizer Mais Sim do Que Não (União da Juventude Socialista e Demolay)
Chapa 4 - Vem Pra Luta Vem (PSTU)
30 de mar. de 2010
Dilvo Ristoff reitor
Hoje (30/03), o início das aulas da Universidade Federal da Fronteira Sul também marca o começo, de fato, do trabalho do professor Dilvo Ristoff como reitor. Ele já havia sido nomeado em setembro do ano passado.
Professor titular da Universidade Federal de Santa Catarina, Ristoff já tentou ser o administrador central da UFSC, em 1999. Ele era o diretor do Centro de Comunicação e Expressão.
Não conseguiu. Perdeu para candidatos menos qualificados. Bem antes, também já tinha sido pró-reitor.
Depois disso, trabalhou pelo Ministério da Educação.
Especialista na área de literatura inglesa, Ristoff é um das principais cabeças no Brasil em administração universitária.
É uma pena para a UFSC que nunca teve a oportunidade de contar com Ristoff reitor, por outro lado, é um privilégio para a UFFS.
Professor titular da Universidade Federal de Santa Catarina, Ristoff já tentou ser o administrador central da UFSC, em 1999. Ele era o diretor do Centro de Comunicação e Expressão.
Não conseguiu. Perdeu para candidatos menos qualificados. Bem antes, também já tinha sido pró-reitor.
Depois disso, trabalhou pelo Ministério da Educação.
Especialista na área de literatura inglesa, Ristoff é um das principais cabeças no Brasil em administração universitária.
É uma pena para a UFSC que nunca teve a oportunidade de contar com Ristoff reitor, por outro lado, é um privilégio para a UFFS.
16 de set. de 2009
Andes: sim ou não?
A Apufsc (Associação dos Professores da UFSC) realiza hoje e amanhã duas assembleias que vão definir o futuro político da entidade. Serão colocadas em votação as propostas de saída do Andes (Sindicato Nacional dos Docentes das Instituições de Ensino Superior) e transformação da Apufsc em sindicato próprio.
O Andes é uma das federações de trabalhadores do país que mais tem feito oposição ao governo Lula. No espectro político, está à esquerda do PT, contendo composições políticas do PSTU, Psol, comunistas, bolivarianos, trostkystas e intelectuais de esquerda independentes.
Essa oposição ao governo petista rendeu a criação de uma outra federação de associações de professores universitários - chamada de Proifes (Fórum de Professores das Instituições Federais de Ensino Superior) - formado por um agrupamento mais chapa branca e ligado ao governo federal.
A direção política que atualmente ocupa a Apufsc está à direita do governo Lula, e também tem interesses contrários ao Andes. A campanha pela desfiliação está sendo conduzida também por setores do CTC (Centro Tecnológico) e pela Administração da UFSC.
Vai ser uma votação importante e que pode influenciar o sindicalismo catarinense, principalmente porque a Apufsc é um dos poucos sindicatos em SC que se comporta de forma autônoma e independente. Claro, vai influir ainda na vida dos 1.600 professores.
O Andes é uma das federações de trabalhadores do país que mais tem feito oposição ao governo Lula. No espectro político, está à esquerda do PT, contendo composições políticas do PSTU, Psol, comunistas, bolivarianos, trostkystas e intelectuais de esquerda independentes.
Essa oposição ao governo petista rendeu a criação de uma outra federação de associações de professores universitários - chamada de Proifes (Fórum de Professores das Instituições Federais de Ensino Superior) - formado por um agrupamento mais chapa branca e ligado ao governo federal.
A direção política que atualmente ocupa a Apufsc está à direita do governo Lula, e também tem interesses contrários ao Andes. A campanha pela desfiliação está sendo conduzida também por setores do CTC (Centro Tecnológico) e pela Administração da UFSC.
Vai ser uma votação importante e que pode influenciar o sindicalismo catarinense, principalmente porque a Apufsc é um dos poucos sindicatos em SC que se comporta de forma autônoma e independente. Claro, vai influir ainda na vida dos 1.600 professores.
10 de mai. de 2008
Muda o comando da UFSC: sai Botelho entra Prata
Sexta-feira (9) e sábado (10) foram os dias da posse do novo reitor da UFSC, que vai dirigir uma verdadeira cidade formada por uma comunidade de 41.987 pessoas e um dos maiores orçamentos do Estado. O reitor Alvaro Toubes Prata e Carlos Alberto Justo da Silva (vice) assumem depois de desbancar facilmente Nildo Ouriques, o candidato oposicionista que perdeu pela terceira vez consecutiva. O outro derrotado é Lucio José Botelho, antigo ocupante do cargo.
Por duas vezes Botelho foi vice-reitor de Rodolfo Pinto da Luz, mas não conseguiu sequer ser candidato à reeleição. Dois fatos foram cruciais para manter o ex-reitor distante do consenso dos setores que apostavam na continuidade de um tipo de administração.
Primeiro, foi sua reação diante de um protesto do movimento estudantil que culminou com o trancamento do Conselho Universitário e a intervenção da Polícia Federal. Alguns setores acharam que Botelho foi bastante conivente com os protestantes e pouco rígido, e lento, para punir os estudantes. Outros entenderam que o ex-reitor foi severo demais ao permitir a abertura de inquérito policial e processo administrativo contra o alunado.
Mais tarde, sua administração foi alvo direto, e indireto, de ações do Ministério Público, que destituiu a direção da Fundação de Engenharia (Feesc) por irregularidades, e instalou interventores. Ariovaldo Bolzan, vice de Botelho, havia sido presidente da Feesc e era o braço executivo das fundações na gestão de Botelho.
Subjetivamente, Lucio Botelho não era muito bem visto pelos seus colegas por não ter o perfil de acadêmico. Afinal, nem o título de doutor ele ostenta. Rodolfo Pinto da Luz não era diferente - sempre teve o perfil de político e de administrador. No entanto, Rodolfo sempre teve musculatura política - chegou a ocupar cargos importantes, como ministro interino da Educação e presidente da Andifes. Seu método de ação ficou conhecido pela capacidade de atrair amigos e inimigos, cultivando muitos apadrinhados. Hoje, é secretário da Educação de Florianópolis.
Oriundo da oposição ao próprio Rodolfo, o futuro político de Botelho é incerto. Nos próximos dois anos vai ficar pela Europa concluindo seu doutorado.
Nildo Ouriques também vai para o ostracismo depois de perder para três chapas seguidas (Lucio/Botelho, Botelho/Ariovaldo e Prata/Justo). Sua incapacidade de unir as oposições foi significativa para as derrotas.
A investida de Prata representa ainda uma vitória do Centro Tecnológico (CTC), o maior e mais rico setor da UFSC, que desde Caspar Erich Stemmer (1976) não tinha um representante no cargo.
Por duas vezes Botelho foi vice-reitor de Rodolfo Pinto da Luz, mas não conseguiu sequer ser candidato à reeleição. Dois fatos foram cruciais para manter o ex-reitor distante do consenso dos setores que apostavam na continuidade de um tipo de administração.
Primeiro, foi sua reação diante de um protesto do movimento estudantil que culminou com o trancamento do Conselho Universitário e a intervenção da Polícia Federal. Alguns setores acharam que Botelho foi bastante conivente com os protestantes e pouco rígido, e lento, para punir os estudantes. Outros entenderam que o ex-reitor foi severo demais ao permitir a abertura de inquérito policial e processo administrativo contra o alunado.
Mais tarde, sua administração foi alvo direto, e indireto, de ações do Ministério Público, que destituiu a direção da Fundação de Engenharia (Feesc) por irregularidades, e instalou interventores. Ariovaldo Bolzan, vice de Botelho, havia sido presidente da Feesc e era o braço executivo das fundações na gestão de Botelho.
Subjetivamente, Lucio Botelho não era muito bem visto pelos seus colegas por não ter o perfil de acadêmico. Afinal, nem o título de doutor ele ostenta. Rodolfo Pinto da Luz não era diferente - sempre teve o perfil de político e de administrador. No entanto, Rodolfo sempre teve musculatura política - chegou a ocupar cargos importantes, como ministro interino da Educação e presidente da Andifes. Seu método de ação ficou conhecido pela capacidade de atrair amigos e inimigos, cultivando muitos apadrinhados. Hoje, é secretário da Educação de Florianópolis.
Oriundo da oposição ao próprio Rodolfo, o futuro político de Botelho é incerto. Nos próximos dois anos vai ficar pela Europa concluindo seu doutorado.
Nildo Ouriques também vai para o ostracismo depois de perder para três chapas seguidas (Lucio/Botelho, Botelho/Ariovaldo e Prata/Justo). Sua incapacidade de unir as oposições foi significativa para as derrotas.
A investida de Prata representa ainda uma vitória do Centro Tecnológico (CTC), o maior e mais rico setor da UFSC, que desde Caspar Erich Stemmer (1976) não tinha um representante no cargo.
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