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8 de jul. de 2011
Vídeos: A greve dos professores e o jornalismo
O professor e "videomaker" Arnaldo Prudêncio produziu dois vídeos, durante a última assembleia estadual, sobre as novas ferramentas de comunicação usadas durante a greve do magistério. Mais: fez uma entrevista com o jornalista Moacir Pereira, que mantém um blog no portal ClicRBS, que vai ficar para a história do jornalismo catarinense.
O Sinte entrou nessa greve sem estar preparado para o que se pode chamar de "guerra midiática". E não é culpa dessa diretoria ou de anteriores. É culpa de uma cultura do sindicalismo de desprezar, cada vez mais, o investimento nos seus próprios meios de comunicação: jornal, boletim, site, blog, redes sociais e outras ferramentas digitais.
O que escrevo a seguir não é exclusividade da educação. As próximas greves e movimentos daqui para a frente vão continuar com a mesma deficiência em se comunicar, fazer entender e, principalmente, fazer chegar informação à sua própria categoria.
10 de out. de 2010
Que é Tiririca diante de um Paulo Bauer?
Publico a seguir a íntegra do artigo do professor Rodrigo Guidini Sonni:
Que é Tiririca diante de um Paulo Bauer? Ou em Santa Catarina os palhaços somos nós
O fenômeno da eleição do palhaço Tiririca para deputado federal por São Paulo – com mais de 1,3 milhão de votos – não é uma novidade na política brasileira. Nas duas últimas eleições pelo mesmo Estado, os deputados mais votados foram Enéas Carneiro e Clodovil Hernandes, para ficar em exemplos reais e próximos. Também é similar ao tipo de voto de “Cacarecos” e “Macacos Tiãos”, na época da cédula. Trata-se de uma espécie de voto de protesto às avessas, em que a maior parte do eleitorado deposita o voto naquilo que foge do estereótipo do político tradicional. No caso específico de Tiririca devemos levar em conta ainda a genial tirada – do ponto de vista da propaganda – “pior do que tá não fica”.
Muitos de nós temos responsabilidade nisso. Ou alguns não repetem o tempo todo que a política institucional é uma coisa ruim, feita por gente corrupta e mentirosa? Ao eleitor, o candidato pareceu ao menos ser sincero e irreverente – em tempos que o moralismo e o politicamente correto dão o tom conservador e monótono da política.
16 de mar. de 2010
[foto] Protesto de professores lota galeria da Alesc
Foto: Eudardo Guedes de Oliveira / Divulgação Alesc
Os professores da rede pública estadual, em protesto realizado nacionalmente, conseguiram lotar as galerias da Assembleia Legislativa. Também ganharam 10 minutos para se pronunciar na tribuna. Joaninha de Oliveira, coordenadora estadual do Sinte/SC, fez uma dura crítica ao governo.
15 de mar. de 2010
Professores fazem paralisação em defesa do piso nacional
Os professores da rede pública estadual param as atividades nesta terça-feira, 16 de março, para aderir à mobilização nacional na defesa do pagamento do piso nacional do magistério.
Em Santa Catarina, foram organizados cinco atos macrorregionais: em Florianópolis, Itajaí, Blumenau, Chapecó e Lages. Na Capital, a concentração está marcada para às 13h30min, na Praça Tancredo Neves, em frente da Assembleia Legislativa.
O piso nacional foi instituído através de lei federal em julho de 2008, concedendo aos professores o valor de R$ 1.312,85 como vencimento mínimo. Segundo o Sindicato dos Trabalhores em Educação de SC (Sinte), o governo de Luiz Henrique da Silveira, "não acatou a lei e desconsiderou um direito legítimo dos professores".
A mobilização é coordenada pela Confederação Nacional dos Trabalhadores em Educação (CNTE). Durante as mobilizações, representantes da confedereção vão se reunir com o ministro da Educação, Fernando Haddad, e com ministros do Supremo Tribunal Federal. No STF, vão apresentar novas razões contra a ADI movida por governadores de cinco estados, entre eles Santa Catarina, contra a Lei do Piso. Além disso, já foi solicitada uma audiência com o presidente Lula.
Paulista
Em São Paulo, os professores já estão em greve desde 8 de março. E, nessa segunda-feira 15, assembleia com 40 mil trabalhadores, que ocupou todo o vão livre do Masp e as duas pistas da Avenida Paulista, decidiu pela continuidade da greve.
Em Santa Catarina, foram organizados cinco atos macrorregionais: em Florianópolis, Itajaí, Blumenau, Chapecó e Lages. Na Capital, a concentração está marcada para às 13h30min, na Praça Tancredo Neves, em frente da Assembleia Legislativa.
O piso nacional foi instituído através de lei federal em julho de 2008, concedendo aos professores o valor de R$ 1.312,85 como vencimento mínimo. Segundo o Sindicato dos Trabalhores em Educação de SC (Sinte), o governo de Luiz Henrique da Silveira, "não acatou a lei e desconsiderou um direito legítimo dos professores".
A mobilização é coordenada pela Confederação Nacional dos Trabalhadores em Educação (CNTE). Durante as mobilizações, representantes da confedereção vão se reunir com o ministro da Educação, Fernando Haddad, e com ministros do Supremo Tribunal Federal. No STF, vão apresentar novas razões contra a ADI movida por governadores de cinco estados, entre eles Santa Catarina, contra a Lei do Piso. Além disso, já foi solicitada uma audiência com o presidente Lula.
Paulista
Em São Paulo, os professores já estão em greve desde 8 de março. E, nessa segunda-feira 15, assembleia com 40 mil trabalhadores, que ocupou todo o vão livre do Masp e as duas pistas da Avenida Paulista, decidiu pela continuidade da greve.
Foto: Apeoesp
20 de mar. de 2009
Para o Sinte, Carlito copia Luiz Henrique
A diretoria do Sinte é proporcional, ou seja, sua composição é formada de acordo com a quantidade de votos recebidos na eleição da diretoria do sindicato. Na última disputa, concorreram duas chapas do PT, e uma chapa do PSTU e comunistas. Quem recebe mais votos, escolhe os principais cargos. Separados, os petistas perderam a eleição, mas, na composição do mandato, juntos, ficaram em maioria.
Hoje a presidência do Sinte, que é rotativa, está sendo comandada pela conhecida Joaninha de Oliveira, ferranha crítica do PT. Mesmo assim, o partido da ex-líder sindical Ideli Salvatti ainda é maioria no Sinte.
O assunto é comentado aqui porque o sindicato dos professores divulgou comunicado em que critica a principal administração municipal do PT em Santa Catarina, a de Carlito Merss em Joinville. Está sendo denunciado que o prefeito assinou convênio com o secretário de Estado da Educação, Paulo Bauer (PSDB), para municipalizar as quatro unidades dos Centros de Educação Infantil (CEIs).
O Sinte até tentou convencer Merss a mudar de opinião, como não conseguiu divulgou: "a municipalização é um caminho para a privatização do ensino público; no entanto, eles preferiram dar ouvidos a Bauer e LHS".
Cabe a pergunta: o Sinte está promovendo fogo-amigo contra a maior administração petista ou o PSTU está dando pau no partido de Ideli sem a concordância dos colegas? A briga se torna ainda mais estranha porque os petistas instalados no Sinte são aliados, alguns até assessores, da pré-candidata ao governo Ideli Salvatti. E, para todos os efeitos, Joinville é a vitrine.
A propósito: municipalização pode abrir espaço para a privatização, mas não é sinônimo.
Hoje a presidência do Sinte, que é rotativa, está sendo comandada pela conhecida Joaninha de Oliveira, ferranha crítica do PT. Mesmo assim, o partido da ex-líder sindical Ideli Salvatti ainda é maioria no Sinte.
O assunto é comentado aqui porque o sindicato dos professores divulgou comunicado em que critica a principal administração municipal do PT em Santa Catarina, a de Carlito Merss em Joinville. Está sendo denunciado que o prefeito assinou convênio com o secretário de Estado da Educação, Paulo Bauer (PSDB), para municipalizar as quatro unidades dos Centros de Educação Infantil (CEIs).
O Sinte até tentou convencer Merss a mudar de opinião, como não conseguiu divulgou: "a municipalização é um caminho para a privatização do ensino público; no entanto, eles preferiram dar ouvidos a Bauer e LHS".
Cabe a pergunta: o Sinte está promovendo fogo-amigo contra a maior administração petista ou o PSTU está dando pau no partido de Ideli sem a concordância dos colegas? A briga se torna ainda mais estranha porque os petistas instalados no Sinte são aliados, alguns até assessores, da pré-candidata ao governo Ideli Salvatti. E, para todos os efeitos, Joinville é a vitrine.
A propósito: municipalização pode abrir espaço para a privatização, mas não é sinônimo.
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