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20 de mar. de 2009

Para o Sinte, Carlito copia Luiz Henrique

A diretoria do Sinte é proporcional, ou seja, sua composição é formada de acordo com a quantidade de votos recebidos na eleição da diretoria do sindicato. Na última disputa, concorreram duas chapas do PT, e uma chapa do PSTU e comunistas. Quem recebe mais votos, escolhe os principais cargos. Separados, os petistas perderam a eleição, mas, na composição do mandato, juntos, ficaram em maioria.

Hoje a presidência do Sinte, que é rotativa, está sendo comandada pela conhecida Joaninha de Oliveira, ferranha crítica do PT. Mesmo assim, o partido da ex-líder sindical Ideli Salvatti ainda é maioria no Sinte.

O assunto é comentado aqui porque o sindicato dos professores divulgou comunicado em que critica a principal administração municipal do PT em Santa Catarina, a de Carlito Merss em Joinville. Está sendo denunciado que o prefeito assinou convênio com o secretário de Estado da Educação, Paulo Bauer (PSDB), para municipalizar as quatro unidades dos Centros de Educação Infantil (CEIs).

O Sinte até tentou convencer Merss a mudar de opinião, como não conseguiu divulgou: "a municipalização é um caminho para a privatização do ensino público; no entanto, eles preferiram dar ouvidos a Bauer e LHS".

Cabe a pergunta: o Sinte está promovendo fogo-amigo contra a maior administração petista ou o PSTU está dando pau no partido de Ideli sem a concordância dos colegas? A briga se torna ainda mais estranha porque os petistas instalados no Sinte são aliados, alguns até assessores, da pré-candidata ao governo Ideli Salvatti. E, para todos os efeitos, Joinville é a vitrine.

A propósito: municipalização pode abrir espaço para a privatização, mas não é sinônimo.

10 de mar. de 2008

Narcisismo às avessas

Vou assumir a hipótese que o PSTU é um partido de esquerda. Se a tese for verdadeira, seria lógico que o partido fosse aliado das principais referências das esquerdas no continente. Mas não é o que acontece. Assim como o narcisista é apaixonado pela própria imagem, o PSTU é contra tudo aquilo que é diferente.

Olha a opinião do PSTU sobre os principais ícones da esquerda brasileira e latino-americana:

Venezuela
Para o PSTU, o país combina a manutenção do capitalismo com programas sociais compensatórios, financiados pela renda do petróleo. "Algo próximo ao modelo da social-democracia européia do passado, mas em um país semi-colonial".

Hugo Chávez

É pró-imperialista, "mantém sólidas relações com o imperialismo europeu, e não vai romper com Bush".

Cuba
É um país capitalista, copia o socialismo de mercado da China. "Está perdendo seu caráter de país independente e marcha aceleradamente para se transformar em uma semicolônia do imperialismo europeu e canadense".

Fidel Castro
Fez a revolução socialista, depois trabalhou para reinstalar o capitalismo em Cuba. "Ao mesmo tempo em que mantém seus discursos contra Bush e a burguesia cubana exilada, homenageia permanentemente, junto com Chávez, o rei Juan Carlos, símbolo do imperialismo espanhol".

Farc
É uma organização reformista e conciliadora. Deveria organizar uma campanha "Fora Uribe", igual ao PSTU chamava o "Fora FHC". "Têm como proposta programática um governo de unidade nacional (governo burguês) e um regime de Estado de Direito (um regime burguês)".

MST
É governista, ainda não rompeu com Lula. "Acreditamos que o apoio do MST ao governo Lula conduz a uma posição equivocada diante da reforma universitária, e explica a decisão dos companheiros de evitar a unificação das atividades".

Psol
É reformista e privilegia a disputa no parlamento burguês.

Se o PSTU é contra tudo e contra todos, o que sobra?

As observações foram feitas a partir da leitura do site do PSTU, da mesma forma que os enxertos entre aspas.