O ex-prefeito de Calmon, João Batista De Geroni (PDT) foi preso na tarde desta quinta-feira, 2, em Florianópolis. O motivo foi suposta ameaça a uma testemunha de um processo contra a esposa do político, cujo boletim de ocorrência foi registrado em setembro na delegacia de Calmon.
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3 de dez. de 2010
Ex-prefeito de Calmon é preso
Fonte: Caçador Online
28 de fev. de 2010
De Geroni, de novo
Um ano e três meses depois de um post que escrevi aqui sobre a administração do ex-prefeito João Batista De Geroni, de Calmon, um comentarista anônimo escreve sobre a atual gestão de Alcides Francisco Boff (PMDB). Ele reclama que as conquistas do ex-mandatário pedestista estão se perdendo.
Segue parte do comentário, com todos erros e acertos:
Segue parte do comentário, com todos erros e acertos:
mas um ano se passaram com a nova administração e não fizeram nada. bom que saudade do DE GERONI. Pois é não sabemos ainda qual será o candidato eleito na próxima. Ele terá que reconstruir Calmon, temos que renovar esta cidade... A atual administração esta acabando com esta cidade. Gente quando falamos com o atual prefeito Nerde ele nunca sabe de nada. E se não basta-se esta construindo calçamento com dinheiro público na fazenda dele... DEUS do céu depois é o DE GERONI que roubou da povo Calmonense. Já estamos no mês de março de 2010 e eles continuam destruindo o que DE GERONI construiu para este povo humilde que sempre é passado para trás.
16 de nov. de 2008
De Geroni, o vingador
Eu tinha que publicar a matéria a seguir, afinal nesse blog saiu muita coisa escrita a respeito de Calmon e seu prefeito pedetista. Li no blog De Olho na Capital, e fui direto na fonte:
Justiça determina afastamento de Prefeito
A Juíza de Direito Viviane Isabel Daniel Speck de Souza, da 2ª Vara Cível da Comarca de Caçador, concedeu liminar requerida pelo Ministério Público de Santa Catarina (MPSC) em ação civil pública, para determinar o afastamento de João Batista De Geroni das funções de Prefeito Municipal de Calmon. A ordem judicial de afastamento foi cumprida na manhã desta quarta-feira (12.11.08). O cargo será ocupado pelo Vice-Prefeito.
Na ação, os Promotores de Justiça Alexandre Estefani, Rodrigo Silveira de Souza e Osvaldo Cioffi Junior explicam que, com o resultado das eleições do dia 5 de outubro desfavorável ao candidato apoiado pelo Prefeito Municipal, este passou a tomar atitudes em represália à população de Calmon, fechando todos os estabelecimentos públicos (inclusive postos de saúde e escolas) nos dias 6 e 7 de outubro.
Os Promotores de Justiça demonstraram ao Judiciário ainda que com a reabertura das repartições, os setores passaram a sofrer sensível diminuição em seus serviços com a dispensa de inúmeros profissionais (muitos contratados sem concurso público), principalmente prejudicando atendimentos na área da saúde e transporte escolar.
No despacho, a Juíza de Direito afirmou: "Difícil crer que tais fatos ocorram em um país com uma Constituição Federal das mais completas e que mais garantias assegura ao cidadão, a ponto de ser chamada de `Constituição Cidadã". A cidade de Calmon, lamentavelmente, foi palco de tamanha arbitrariedade. É necessário que o Poder Judiciário, verdadeiro guardião do ordenamento jurídico, em preservação do Estado Democrático de Direito, adote uma providência capaz de impedir que tais absurdos continuem prejudicando a população de Calmon".
A Magistrada destacou ao final que "o cargo deverá ser ocupado pelo vice-prefeito, o qual acaso mantenha as práticas abusivas do ora réu, será responsabilizado em ação própria" (ACP nº 012.08.007493-8). A decisão foi proferida em primeiro grau e é passível de recurso ao Tribunal de Justiça.
Redação: Coordenadoria de Comunicação Social do MPSC
Justiça determina afastamento de Prefeito
A Juíza de Direito Viviane Isabel Daniel Speck de Souza, da 2ª Vara Cível da Comarca de Caçador, concedeu liminar requerida pelo Ministério Público de Santa Catarina (MPSC) em ação civil pública, para determinar o afastamento de João Batista De Geroni das funções de Prefeito Municipal de Calmon. A ordem judicial de afastamento foi cumprida na manhã desta quarta-feira (12.11.08). O cargo será ocupado pelo Vice-Prefeito.
Na ação, os Promotores de Justiça Alexandre Estefani, Rodrigo Silveira de Souza e Osvaldo Cioffi Junior explicam que, com o resultado das eleições do dia 5 de outubro desfavorável ao candidato apoiado pelo Prefeito Municipal, este passou a tomar atitudes em represália à população de Calmon, fechando todos os estabelecimentos públicos (inclusive postos de saúde e escolas) nos dias 6 e 7 de outubro.
Os Promotores de Justiça demonstraram ao Judiciário ainda que com a reabertura das repartições, os setores passaram a sofrer sensível diminuição em seus serviços com a dispensa de inúmeros profissionais (muitos contratados sem concurso público), principalmente prejudicando atendimentos na área da saúde e transporte escolar.
No despacho, a Juíza de Direito afirmou: "Difícil crer que tais fatos ocorram em um país com uma Constituição Federal das mais completas e que mais garantias assegura ao cidadão, a ponto de ser chamada de `Constituição Cidadã". A cidade de Calmon, lamentavelmente, foi palco de tamanha arbitrariedade. É necessário que o Poder Judiciário, verdadeiro guardião do ordenamento jurídico, em preservação do Estado Democrático de Direito, adote uma providência capaz de impedir que tais absurdos continuem prejudicando a população de Calmon".
A Magistrada destacou ao final que "o cargo deverá ser ocupado pelo vice-prefeito, o qual acaso mantenha as práticas abusivas do ora réu, será responsabilizado em ação própria" (ACP nº 012.08.007493-8). A decisão foi proferida em primeiro grau e é passível de recurso ao Tribunal de Justiça.
Redação: Coordenadoria de Comunicação Social do MPSC
21 de jul. de 2008
Resposta ao anônimo do post anterior
Caro Anônimo,
Gostaria muito de morar em Calmon. Sou um deslumbrado pela cidade e, por experiência própria, sei o quanto o povo daí é acolhedor. Mas, para me mudar teria que deixar as praias, os bares, as belas, os cinemas, os shoppings e os teatros de Florianópolis. E isso não estou disposto a fazer.
Gostaria muito de morar em Calmon. Sou um deslumbrado pela cidade e, por experiência própria, sei o quanto o povo daí é acolhedor. Mas, para me mudar teria que deixar as praias, os bares, as belas, os cinemas, os shoppings e os teatros de Florianópolis. E isso não estou disposto a fazer.
6 de jul. de 2008
De Geroni: o novo coronel
Espremida em algum lugar entre o Meio-oeste e o Planalto Norte de Santa Catarina, Calmon é uma cidade de apenas 4.012 habitantes (IBGE/2007) e 2.960 eleitores (TRE-SC/2006). Desde 2001, o pequeno município é administrado pelo prefeito João Batista De Geroni (PDT), um político pouco simpático no trato do dia-a-dia, mas muito admirado por sua população. Afinal, desde que tomou posse, ele tem imprimido uma política de pleno emprego.
Nem os adolescentes escapam. Através de convênios com os governos federal e estadual, tem realizado várias obras e empregado todo mundo na cidade, que tem idade e vontade de trabalhar. Ele não faz licitação, não contrata empreiteiras, nem importa mão-de-obra. Do engenheiro ao peão, todos empregados da Prefeitura são moradores da cidade.
Admirador de Leonel Brizola, De Geroni dirige a cidade com mãos de ferro. É centralizador, como Brizola, e está à frente de todas as decisões. Costuma sempre dizer "não", como todo bom coronel ou caudilho brizolista. Quando é para dizer "sim" e resolver os problemas de relacionamentos, a tarefa fica com a primeira-dama.
Sem-terras
Cerca de 200 famílias do MST, no começo do ano passado, ocuparam uma terra à beira da SC-302, em Calmon, um contigente de novos moradores bastante expressivo, mesmo para a Capital da Hospistalidade. A fazenda já pertenceu à familiares do ministro Stephanes (PMDB-PR). Um coronel à moda antiga mandaria uma tropa de jagunços para expulsar os sem-terras.
De Geroni fez diferente. Percorreu os gabinetes do governo do Estado e da Assembléia Legislativa em busca de ajuda para atender os visitantes. Além de remédios e material escolar, conseguiu apetrechos para procedimentos clínicos, como ataduras e luvas. Depois de um ano, os sem-terra se foram e os equipamentos ficaram.
PDT
Calmon é uma cidade em expansão. Nos últimos dez anos, a população da cidade cresceu em mais de 50%, e está entre as 15 que mais cresceram em SC. Enquanto isso, o eleitorado de Calmon evoluiu 30% entre 2000 e 2006, ficando em terceiro lugar no Estado.
Na cidade, por medo, adesão ideológica, interesse ou necessidade, todos são pedetistas desde que nasceram. O PDT é o partido que mais tem filiados em Calmon. São 279 pedetistas, contra 151 do PMDB e 122 do PT. E o partido do velho Brizola tem quase três vezes a mais o número de jovens filiados (entre 16 e 24 anos) que todos os outros partidos juntos. São 62 contra 24.
O senador pedetista Cristóvam Buarque recebeu em Calmon o maior número de votos proporcional em todo o país, no primeiro turno da disputa presidencial. O mesmo ele não conseguiu fazer com o companheiro Manoel Dias. Em compensação, no segundo turno, Calmon foi o município catarinense com o maior percentual de votos nulos para governador no Estado, com 13,09%. Não será espanto se ele eleger o próximo prefeito, Joacir Santos Trindade, presidente da Câmara de Vereadores e também pedetista.
Eleitoralmente, o projeto de João Batista era se eleger prefeito de Caçador, cidade pólo da região (com 47.822 eleitores) e sede de secretaria regional. O próximo passo seria a eleição para deputado estadual. A primeira etapa foi abortada. Ponto pra De Geroni. Porque prefeitos de cidades periféricas têm se dado mal quando resolvem cair de pára-quedas em cidades maiores. (Estou falando da Operação Moeda Verde.) Mas a segunda fase de seu projeto ainda lhe inspira os dias e as noites.
Para isso, vai ter que transformar a fama de bom administrador de uma pequena cidade em votos, muitos votos, e conseguir bater os partidos tradicionais da região. Vai torcer por uma vitória de seu indicado a prefeito de Calmon. Também vai torcer para o deputado estadual licenciado Dagomar Carneiro (PDT), que nasceu em Calmon e tem influência na cidade, se eleger prefeito de Brusque.
Mas nem tudo são flores. De Geroni já teve suas contas rejeitadas pelo TCE (e quem não teve!?), e sofre a perseguição de procuradores ligados às questões trabalhistas. O município apresentou índices desfavoráveis em diagnóstico sobre a educação em Santa Catarina, ao lado de Matos Costa. Além disso, Calmon tem problemas de desmatamentos ilegais, promovidos por empresas produtoras de pinus.
Nem os adolescentes escapam. Através de convênios com os governos federal e estadual, tem realizado várias obras e empregado todo mundo na cidade, que tem idade e vontade de trabalhar. Ele não faz licitação, não contrata empreiteiras, nem importa mão-de-obra. Do engenheiro ao peão, todos empregados da Prefeitura são moradores da cidade.
É uma bolsa-escola, de R$ 100, melhorada. Mesmo com a extinção do programa Agente Jovem pelo governo do Estado, através de lei municipal, De Geroni (PDT) oferece oportunidade de trabalho que vai desde a monitor de informática até auxiliar de sala de aula. A molecada, entre 15 e 18 anos, pode fazer serviço de office-boy, secretária, fotógrafo e relações pública em meio período; e no outro frequenta a escola.
Calmon tem seu charme. Conhecida como "capital da hospitalidade", tem sua história ligada à Guerra do Contestado. Foi palco de batalhas e chacinas. É terra natal do ministro da Agricultura, Reinhold Stephanes, que nasceu naquelas bandas quando era apenas um distrito de Porto União. A cidade ganhou sua emancipação política somente em 9 de janeiro de 1.992.
Calmon tem seu charme. Conhecida como "capital da hospitalidade", tem sua história ligada à Guerra do Contestado. Foi palco de batalhas e chacinas. É terra natal do ministro da Agricultura, Reinhold Stephanes, que nasceu naquelas bandas quando era apenas um distrito de Porto União. A cidade ganhou sua emancipação política somente em 9 de janeiro de 1.992.Admirador de Leonel Brizola, De Geroni dirige a cidade com mãos de ferro. É centralizador, como Brizola, e está à frente de todas as decisões. Costuma sempre dizer "não", como todo bom coronel ou caudilho brizolista. Quando é para dizer "sim" e resolver os problemas de relacionamentos, a tarefa fica com a primeira-dama.
Sem-terras
Cerca de 200 famílias do MST, no começo do ano passado, ocuparam uma terra à beira da SC-302, em Calmon, um contigente de novos moradores bastante expressivo, mesmo para a Capital da Hospistalidade. A fazenda já pertenceu à familiares do ministro Stephanes (PMDB-PR). Um coronel à moda antiga mandaria uma tropa de jagunços para expulsar os sem-terras.
De Geroni fez diferente. Percorreu os gabinetes do governo do Estado e da Assembléia Legislativa em busca de ajuda para atender os visitantes. Além de remédios e material escolar, conseguiu apetrechos para procedimentos clínicos, como ataduras e luvas. Depois de um ano, os sem-terra se foram e os equipamentos ficaram.
PDT
Calmon é uma cidade em expansão. Nos últimos dez anos, a população da cidade cresceu em mais de 50%, e está entre as 15 que mais cresceram em SC. Enquanto isso, o eleitorado de Calmon evoluiu 30% entre 2000 e 2006, ficando em terceiro lugar no Estado.
Na cidade, por medo, adesão ideológica, interesse ou necessidade, todos são pedetistas desde que nasceram. O PDT é o partido que mais tem filiados em Calmon. São 279 pedetistas, contra 151 do PMDB e 122 do PT. E o partido do velho Brizola tem quase três vezes a mais o número de jovens filiados (entre 16 e 24 anos) que todos os outros partidos juntos. São 62 contra 24.
O senador pedetista Cristóvam Buarque recebeu em Calmon o maior número de votos proporcional em todo o país, no primeiro turno da disputa presidencial. O mesmo ele não conseguiu fazer com o companheiro Manoel Dias. Em compensação, no segundo turno, Calmon foi o município catarinense com o maior percentual de votos nulos para governador no Estado, com 13,09%. Não será espanto se ele eleger o próximo prefeito, Joacir Santos Trindade, presidente da Câmara de Vereadores e também pedetista.
Eleitoralmente, o projeto de João Batista era se eleger prefeito de Caçador, cidade pólo da região (com 47.822 eleitores) e sede de secretaria regional. O próximo passo seria a eleição para deputado estadual. A primeira etapa foi abortada. Ponto pra De Geroni. Porque prefeitos de cidades periféricas têm se dado mal quando resolvem cair de pára-quedas em cidades maiores. (Estou falando da Operação Moeda Verde.) Mas a segunda fase de seu projeto ainda lhe inspira os dias e as noites.
Para isso, vai ter que transformar a fama de bom administrador de uma pequena cidade em votos, muitos votos, e conseguir bater os partidos tradicionais da região. Vai torcer por uma vitória de seu indicado a prefeito de Calmon. Também vai torcer para o deputado estadual licenciado Dagomar Carneiro (PDT), que nasceu em Calmon e tem influência na cidade, se eleger prefeito de Brusque.
Mas nem tudo são flores. De Geroni já teve suas contas rejeitadas pelo TCE (e quem não teve!?), e sofre a perseguição de procuradores ligados às questões trabalhistas. O município apresentou índices desfavoráveis em diagnóstico sobre a educação em Santa Catarina, ao lado de Matos Costa. Além disso, Calmon tem problemas de desmatamentos ilegais, promovidos por empresas produtoras de pinus.
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