Cabeçalho 1

Mostrando postagens com marcador Eduardo Pinho Moreira. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Eduardo Pinho Moreira. Mostrar todas as postagens

15 de jun. de 2010

Andrino solta o verbo contra Moreira e Luiz Henrique

Durante 15 minutos, o deputado Edison Andrino (PMDB) fez um duro discurso ao falar sobre a retirada da candidatura ao governo estadual do correligionário Eduardo Pinho Moreira em favor de Raimundo Colombo. Criticou principalmente as duas principais lideranças, Moreira e Luiz Henrique da Silveira, por tomar decisões sem consultar a base do partido ou pelo menos sua diretoria executiva estadual:

"Aquela panacéia realizada ontem pela manhã aqui no Poder Legislativo não tem validade legal, jurídica e eleitoral. Quem decide dentro do PMDB não é Luiz XIV, XV ou XVI. É a convenção do PMDB que decide o seu futuro e presente. O Eduardo não tinha credencial para retirar sua pré-candidatura", disse se referindo ao ex-governador Luiz Henrique.

Para Andrino, LHS puxava a candidatura para baixo e "nunca deu uma declaração clara de apoio ao candidato escolhido pelas prévias" do PMDB. Segundo ele, a base do partido se sente traída, cabisbaixa e sem saber o que dizer.

Durante todo o momento ele se dirigiu aos deputados peemedebistas Rogério Peninha Mendonça e Renato Renato Hinnig - também apoiadores da candidatura própria do PMDB.

O pronunciamento de Andrino tomou todo o tempo da bancada. Confira a íntegra do discurso:




Foto: Divulgação Alesc

14 de jun. de 2010

Luiz Henrique está com a bola

Divulgação Alesc

Com a decisão de abrir mão da candidatura própria, Eduardo Pinho Moreira (na foto, em segundo plano) fica destinado a ser eternamente o vice. Ou Pinho Moreira está fazendo um tremendo blefe, apostando ser vitorioso na convenção do PMDB, ou está jogando fora tudo o que disse nos últimos meses.

A decisão fortalece o projeto pessoal do ex-governador Luiz Henrique da Silveira (em primeiro plano), que quer ser ungido o único candidato ao Senado do PMDB. Mais: o maior partido do Estado vai entrar na campanha desagregado e com as bases puxando votos para a Ideli Salvatti (PT).

O também ex-governador Paulo Afonso (PMDB), pré-candidato ao Senado, promete não abrir mão da disputa com seu correligionário.

Cotovelada

É comum ver no futebol americano uma metáfora para a guerra e para a disputa eleitoral. No jogo, uma linha de frente de pesos pesados se move para trás e para a frente ao longo do campo, separando as equipes de ataque e defesa.

Para o ataque, é importante desencadear jogadas variadas de corrida e de passe com o objetivo de deixar a defesa incerta quanto à jogada seguinte.

É assim que caminha a política catarinense ultimamente. Gorilas de todos os lados se acotovelando. E, agora, é Luiz Henrique quem está com a bola.

31 de mar. de 2010

Caciques

Ontem foi a vez de Esperidião Amin (PP) e Eduardo Pinho Moreira (PMDB). Hoje foi Ideli Salvatti (PP) e secretários do DEM e PSDB.

É a cerimônia que os caciques partidários fazem pela Assembleia Legislativa de tempos em tempos.






Fotos: Divulgação Alesc

16 de fev. de 2008

Piriquito cada vez mais isolado

O discurso do deputado Edson Piriquito (PMDB), essa semana na Assembléia Legislativa, pode não ser apenas um elogio ao senador Raimundo Colombo. Pode ser a tentativa de uma demonstração de força, um blefe de um candidato a prefeito isolado em sua própria cidade. Inimigo histórico do vice-governador Leonel Pavan (PSDB), desde quando este era prefeito de Balneário Camburiú pelo PDT e teve seu pedido de filiação ao partido de Brizola negado, Piriquito ainda amarga a antipatia do governador Luiz Henrique da Silveira por sua candidatura e a falta de apoio do presidente do PMDB, Eduardo Pinho Moreira.

Além de preferir qualquer outra candidatura que não seja a de Piriquito, Luiz Henrique deu plenos poderes ao Pavan decidir qual é a melhor candidatura ao consórcio governista em sua cidade de origem. Nada mais natural. Contra Piriquito disputa o atual secretário da Saúde, Dado Cherem (PSDB), que já tem o apoio do DEM, do governo e de boa parte do PMDB. LHS até tentou produzir um candidato de consenso, o ex-prefeito de Brusque Ciro Roza (DEM), que chegou a mudar de domicílio eleitoral, mas não emplacou.

Ao invocar o senador Raimundo Colombo, Piriquito quer dizer que ele foi um dos responsáveis por sua eleição. E que ele pode ser um dos responsáveis pela eleição de Luiz Henrique senador. Com autoridade de quem recebeu 21.877 votos como candidato a prefeito, em 2004, e 28.366 votos como deputado estadual (em 2006), Piriquito sabe que tem musculatura eleitoral. A grande maioria dos votos foi em BC, mas ele também foi bem votado em Camburiú e Itapema. Recebeu também um punhado de votos em Itajaí, Bombinhas e Porto Belo.

Hoje, pelo menos, ele pode se dar ao luxo de fazer um discurso arrojado porque depois da ida do ex-deputado João Henrique Blasi para o Tribunal de Justiça, Piriquito não é mais suplente. É dono do seu próprio mandato.

No entanto, até as dançarinas da "Brazilian Girls" sabem que uma eleição não se ganha sozinho. Piriquito conseguiu a proeza de perder um aliado importante, o presidente do PMDB, quando ensaiou bater em retirada rumo ao PP. Fato que não se concretizou porque agora os mandatos pertencem às siglas partidárias.

Um ingrato, até porque, por ele, Pinho Moreira interveio no diretório de BC, destituiu dirigentes adversários do deputado e nomeou-o presidente. Depois viu seu correligionário correr em direção ao partido de Esperidião Amin, que foi apoiado por Piriquito no segundo turno, em 2006, o que até hoje gera desconfiança de Luiz Henrique.

O deputado, agora, está a caça do apoio do PP, com um certo atraso. Pavan foi mais rápido e passou a virada de ano ao lado do líder progressista. Há ainda um movimento de partidos menores para formar uma terceira opção na cidade. PR, PDT, PT, PPS, PSC e o próprio PP já assinaram um protoloco de intenções. À exceção dos trabalhistas, todos essas legendas estavam com Piriquito na eleição municipal passada.

Foto de Carlos Kilian / Divulgação Alesc