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13 de abr. de 2010

Pé na bunda

Os tucanos, que ora ocupam a direção majoritária da tríplice aliança no governo, estão morrendo de vontade de "limpar" o PMDB da administração.

PP próximo do PSDB

Fotos: Divulgação Alesc

Apesar dos boatos de que o PP, de Angela Amin, vai conceder a vaga de vice para o PDT, de Manoel Dias, a bancada do partido na Assembleia Legislativa recebeu o líder do PSDB, deputado Serafim Venzon, e os prefeitos tucanos José Roberto Martins (Imbituba), que também é presidente da Associação dos Prefeitos e Vice-prefeitos do PSDB, e Clésio Salvaro (Criciúma), também tucano. Além da presente, é claro, de Esperidião Amin.

Os progressistas também estão em contato permanente com os Democratas. Alguns observadores dizem que o czar Jorge Bornhausen defende que o partido saia coligado com o PP, em detrimento da candidatura própria do senador Raimundo Colombo.

31 de mar. de 2010

Caciques

Ontem foi a vez de Esperidião Amin (PP) e Eduardo Pinho Moreira (PMDB). Hoje foi Ideli Salvatti (PP) e secretários do DEM e PSDB.

É a cerimônia que os caciques partidários fazem pela Assembleia Legislativa de tempos em tempos.






Fotos: Divulgação Alesc

30 de mar. de 2010

Paulo Bauer, o hipócrita

No ocaso de sua administração frente à Secretaria de Estado da Educação, o secretário Paulo Roberto Bauer, do PSDB, produziu uma pérola típica dos políticos hipócritas que, por falta de argumentação, apelam para desmoralização descabida.

Em nota, o secretário afirmou que a paralisação dos professores do Instituto Estadual de Educação, que tiveram seus salários retidos, segue "orientações de instituições de incofessáveis interesses político-ideológicos, que se aproveitam de professores pouco informados ou que não confiam na ação da direção da escola e da Secretaria de Estado da Educação". Como !? Quer dizer que apenas o outro lado do balcão tem interesses político-ideológicos?

Político profissional, Bauer tem uma lista de serviços prestados á oligarquia catarinense.

Ex-vice-governador de Esperidião Amin (PP), principal inimigo do governo Luiz Henrique da Silveira, do qual ele faz parte, também já foi deputado estadual pelo antigo PDS, o partido sucessor da Arena, e deputado federal por três legislaturas.

Em poucos dias, vai deixar a Secretaria e voltar para a Câmara dos Deputados. Ele é pré-candidato ao Senado, na chapa que pode contar com seu correligionário Leonel Pavan, que dispensa apresentações, como candidato a governador. Se não der certo a disputa ao Senado, tenta novamente uma vaga de federal.

Se tem alguém nesse Estado que tem "interesses político-ideológicos", essa pessoa é Paulo Roberto Bauer.

A propósito, Bauer coleciona embates com o magistério estadual e a comunidade acadêmica da Instituto, em particular. Em 2007, preteriu um experiente e reconhecido professor filiado ao PSDB, que foi escolhido diretor do IEE em consulta interna, para nomear um preposto na direção da escola, que nada conhecia sobre o Instituto. Pouco tempo depois, o interventor deixou a escola para exercer a função de "olheiro" da Secretaria da Educação na Assembleia Legislativa. Sua tarefa era ficar o dia inteiro sentado na galeria da Alesc assistindo as sessões a fim de informar Bauer sobre o que diziam sobre sua pasta e municiar os deputados governistas sobre o que dizer sobre o secretário.

23 de mar. de 2010

Luiz Henrique solitário

O governador Luiz Henrique da Silveira está encurralado. No ocaso de seu governo, está sozinho. Dentro de seu próprio partido ninguém o escuta mais. Para implodir a candidatura própria do PMDB, lançou o neonato peemedebista Dário Berger - aquele que de vez em quando governa Florianópolis.

Abre parêntese. Seu intento é manter a tríplice aliança (DEM, PSDB e PMDB) para facilitar sua candidatura ao Senado Federal. Com os Democratas na cabeça da chapa majoritária. Esse é o acordo acertado no passado - não muito distante - entre ele e Jorge Bornhausen. Fecha parêntese.

Mas boa parte do partido não gostou da atitude. Aliás, boa parte do partido não gosta de Berger. A começar pelo presidente, o ex-governador Eduardo Pinho Moreira, e o secretário-geral, deputado Renato Hinnig

Maior partido de SC e do país, o PMDB não admite não ter candidatura própria no Estado. E Pinho Moreira, depois de esquentar a cadeira da governância por alguns meses, quer voltar ao posto.

O apoio à Dário Berger é uma faca de dois gumes. Por um lado, LHS reforça sua batalha para implodir as prévias e a candidatura própria, mas, por outro, joga o PMDB nos braços da presidencíável Dilma Rousseff. Luiz Henrique já declarou antecipadamente apoio à José Serra - uma forte demonstração de apreço aos outros grandes partidos da tríplice. Mas Dário está de mãos dadas com o PT nacional da mesma forma que Pinho Moreira. Ou seja, joga com Dário para manter a tríplice, mas acaba deixando o PT nacional como única alternativa do PMDB catarinense.

Seu plano de manter a tríplice e se consagrar como candidato a senador mais votado do Estado está fazendo água. Primeiro porque seu próprio partido o desafia com o lançamento da pré-candidatura ao Senado do ex-governador Paulo Afonso, que também é aliado do governdo federal.

Segundo porque com a debandada do DEM, que não encontrou garantias de apoio no PMDB e no PSDB à candidatura majoritária de Raimundo Colombo, foi lançada a candidatura à senador do empresário e comunicador César Souza, o Pai - que já foi um dos deputados mais votados. Por fim, há ainda os candidatos da oposição: Cláudio Vignatti (PT) e Esperidião Amin (PP).

Duas vagas e cinco fortes concorrentes.

Toda essa complicação pode fazer LHS desistir do Senado.

Nos corredores da Assembleia Legislativa, escuta-se a história de que o presidente da Câmara dos Deputados e do diretório nacional do PMDB, deputado Michel Temer, ofereceu uma saída honrosa para Luiz Henrique. Lhe entrega um ministério, ele desiste da candidatura ao Senado e acaba apoiando a candidata do presidente Lula, da qual Temer quer ser vice.

Mais: com a previsão de deixar o governo no dia 24 de março, antes do julgamento do vice Leonel Pavan, marcado para o dia 30, Luiz Henrique pode afrontar o Judiciário. Com essa manobra, o processo é remetido imediatamente ao Supremo Tribunal Federal, pois Pavan assume a condição de governador titular. Assim, paga a dívida que tem com Pavan, que ajudou em sua absolvição no julgamento de 2008, mas desacata o Judiciário catarinense.

São tempos difícis para Luiz Henrique - que durante sete anos e três meses comprou novos aliados e traiu antigos amigos e agora se vê com dificuldades em conquistar uma vaga no Senado.

18 de mar. de 2010

O PMDB sangra em público

Durante a sessão da manhã de quinta-feira 18, deputados do PMDB e PSDB na Assembleia Legislativa se uniram para atacar o secretário de Desenvolvimento Regional da Grande Florianópolis, Valter Gallina, do PMDB. Renato Hinnig (PMDB) foi o primeiro a levantar a bola, acusando Galina de usar a secretaria para atender "apenas aqueles que lhe são simpáticos".

Ex-vereador, José Natal (PSDB) reclamou que os deputados da Grande Florianópolis não são convidados para as atividades na região, como ele próprio, Hinnig e Marcos Vieira (PSDB). "Quem não manda é o governador, quem manda é o secretário", disparou.

O líder peemedebista na Alesc, Antônio Aguiar, reforçou o ataque e continuou os disparos. "Os senhores podem ficar calmos que Galina sai até o final do mês", disse sorrindo.

16 de out. de 2009

Tramitação relâmpago e tinta da caneta

Apesar da aprovação relâmpago, o projeto de lei que prevê o uso de 0,3% do Fundo Social para o financiamento de bolsas de estudo integral em instituições de ensino superior do sistema Acafe e particulares recebeu forte desaprovação dos partidos aliados. De autoria do governador em exercício e presidente da Assembleia Legislativa, o tucano Jorginho Mello, o PL nº 426/09 foi aprovado em menos de 24 horas - um recorde do Legislativo.

Deputados do PMDB e do próprio PSDB estavam pouco a vontade com a tramitação e a sua consequente aprovação. Temem que projetos desse tipo esvaziem a tinta da caneta do atual e do próximo governador, que pode ser dos dois partidos. Como o dinheiro do Fundo Social é usado de forma soberana pelo Executivo e serve até para privilegiar demandas paroquiais de parlamentares, PMDB e PSDB vêem a proposta de Jorginho como um precedente perigoso.

Muitos insistiram para o deputado Sargento Soares (PDT) fazer pedido vistas na Comissão de Constituição e Justiça, a fim de atrasar o processo, pois não faz parte da concertação governamental e, teoricamente, não tinha nada a perder. O que eles não contavam é que Soares apoiava o projeto.

24 de set. de 2009

Enquanto isso, na Sala da Presidência da Alesc ...

Alguns políticos parecem que não sabem a diferença entre o público e o privado, ou ainda, entre o partido e o governo. Nas fotos a seguir, "cerimônia" de filiação ao PSDB na sala da Presidência, ora ocupada pelo deputado tucano Jorginho Mello, que provavelmente foi o promotor do evento. Com exceção do secretário da Saúde, tucano Dado Cherem, e do chefe da Casa Militar da Alesc, tenente-coronel Luiz Roberto de Quadros, não sei quem são as outras pessoas.

A sala da Presidência é espaço da Casa onde são recebidas as autoridades e acontecem as cerimônias do principal representante do Poder Legislativo, portanto, não pertence a nenhum partido.

Se fosse na Sala de Imprensa, acho que seria mais tranquilo, inclusive para os fotógrafos da Casa fazerem a cobertura, apesar de ser ainda discutível.

De qualquer forma, minha opinião é o que menos importa.



Fotos: Eduardo Guedes Oliveira (clique para ampliar)

22 de ago. de 2009

Evento tucano privilegiado

Por determinação do presidente da Alesc, deputado Jorginho Mello (PSDB), estão suspensas desde o dia 17 de agosto até o dia 22 de setembro todos os eventos internos e externos do Legislativo.

Todos eventos já agendados foram cancelados, com exceção das sessões plenárias e as reuniões das comissões permanentes. O motivo é evitar a disseminação do vírus da gripe A.

Mas na quinta-feira, 20 de agosto, aconteceu a sessão solene comemorativa pela passagem dos 50 anos de Pomerode e o lançamento do livro "De Rio do Testo a Pomerode".

O evento teve a participação de mais de 600 pessoas e foi solicitado pelo deputado-licenciado e secretário de Turismo, Cultura e Esporte Gilmar Knaesel, também tucano, e natural de Pomerode.

O prefeito de Pomerode é Paulo Maurício Pizzolatii, do PP, mas a vice-prefeita Gladys Dinah Siewert Knaesel também é do PSDB, e esposa do secretário.

É de se perguntar por que esse evento sim e todos os outros não? Lá a gripe A não chega?

Fotos: Eduardo Guedes de Oliveira / Divulgação Alesc

22 de jun. de 2009

Tucanos em festa


O PSDB reuniu os tucanos de alta plumagem para comemorar aniversário e assoprar velinhas na Sala da Imprensa da Assembleia Legislativa. Dia 25 de junho o partido comemora 21 aninhos e vai conquistar a maioridade.

Para quem não conhece, da esquerda para a direita, em coerência à trajetória do partido: Paulo Bauer (secretário da Educação), Maurício Eskudlark (chefe da Polícia Civil), Giancarlo Tomelin (deputado estadual suplente), José Natal (deputado estadual suplente), Jorginho Mello (presidente da Assembleia Legislativa), Leonel Pavan (vice-governador), Serafim Venzon (deputado estadual e líder da bancada na Alesc), Gilmar Knaesel (secretário de Turismo, Cultura e Esporte), Luzia Coppi Mathias (presidente PSDB Mulher) e Célia Fernandes (presidente de Honra PSDB Mulher).

Foto: Alberto Neves / Divulgação Alesc

20 de mar. de 2009

Petistas e tucanos unidos na mesma homenagem

A solenidade em homenagem ao ex-deputado estadual Paulo Stuart Wright e outros nove catarinenses desaparecidos no período da ditadura militar teve a presença do ministro da Secretaria Especial de Direitos Humanos, Paulo Vanucchi (PT), e o governador de São Paulo, José Serra (PSDB) – ambos exilados do Brasil na época da ditadura, além das autoridades da província, como deputados, senadores e o governador do Estado, Luiz Henrique da Silveira (PMDB), e o vice-governador, Leonel Pavan (PSDB). A Caravana da Anistia, instituída pela Comissão de Anistia do Ministério da Justiça, foi recebida pelo presidente da Assembléia Legislativa, deputado Jorginho Mello (PSDB).

Um evento com a cara do PT, teve as cores dos tucanos. Tudo transcorreu bem do início ao final, mas depois cada um foi para o seu canto. Os petistas foram confraternizar com o Vanucchi e os tucanos almoçar com o Serra.



Fotos: Carlos Kilian / Divulgação Alesc