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30 de mar. de 2010

Paulo Bauer, o hipócrita

No ocaso de sua administração frente à Secretaria de Estado da Educação, o secretário Paulo Roberto Bauer, do PSDB, produziu uma pérola típica dos políticos hipócritas que, por falta de argumentação, apelam para desmoralização descabida.

Em nota, o secretário afirmou que a paralisação dos professores do Instituto Estadual de Educação, que tiveram seus salários retidos, segue "orientações de instituições de incofessáveis interesses político-ideológicos, que se aproveitam de professores pouco informados ou que não confiam na ação da direção da escola e da Secretaria de Estado da Educação". Como !? Quer dizer que apenas o outro lado do balcão tem interesses político-ideológicos?

Político profissional, Bauer tem uma lista de serviços prestados á oligarquia catarinense.

Ex-vice-governador de Esperidião Amin (PP), principal inimigo do governo Luiz Henrique da Silveira, do qual ele faz parte, também já foi deputado estadual pelo antigo PDS, o partido sucessor da Arena, e deputado federal por três legislaturas.

Em poucos dias, vai deixar a Secretaria e voltar para a Câmara dos Deputados. Ele é pré-candidato ao Senado, na chapa que pode contar com seu correligionário Leonel Pavan, que dispensa apresentações, como candidato a governador. Se não der certo a disputa ao Senado, tenta novamente uma vaga de federal.

Se tem alguém nesse Estado que tem "interesses político-ideológicos", essa pessoa é Paulo Roberto Bauer.

A propósito, Bauer coleciona embates com o magistério estadual e a comunidade acadêmica da Instituto, em particular. Em 2007, preteriu um experiente e reconhecido professor filiado ao PSDB, que foi escolhido diretor do IEE em consulta interna, para nomear um preposto na direção da escola, que nada conhecia sobre o Instituto. Pouco tempo depois, o interventor deixou a escola para exercer a função de "olheiro" da Secretaria da Educação na Assembleia Legislativa. Sua tarefa era ficar o dia inteiro sentado na galeria da Alesc assistindo as sessões a fim de informar Bauer sobre o que diziam sobre sua pasta e municiar os deputados governistas sobre o que dizer sobre o secretário.

29 de set. de 2008

Professores candidatos

O Instituto Estadual de Educação (IEE), o maior e mais tradicional colégio de Santa Catarina, tem pelo menos dois professores candidatos a vereador que participaram, em abril e maio do ano passado, do movimento que pedia a posse do diretor eleito pela comunidade.

Um dos candidatos é Elói Girardi, que foi o diretor escolhido, mas não empossado pelo secretário de Educação, Paulo Bauer (PSDB). A ironia é que Elói é candidato pelo mesmo partido do secretário. Aliás, ele já era filiado desde a época em que foi eleito pela comunidade diretor do IEE. Bauer preferiu colocar outro correligionário de sua confiança para assumir a direção.

O outro candidato integrante do grupo é o professor Gilmar Fava, que concorre pelo PCdoB.

Além de mobilizar pais, professores e alunos, o movimento pela posse do diretor eleito pela comunidade atraiu deputados, representantes do governo e lideranças políticas, como o senador Cristóvam Buarque. A eleição não foi oficial, pois não existe nenhuma lei que regulamenta o pleito, como acontece nas escolas da Prefeitura de Florianópolis. Só que também não existe lei que proíbe.

A questão era, e continua sendo, essencialmente política.

Da esquerda para a direita, em primeiro plano: Girardi, Buarque e Fava.