À autoexoneraçao do comandante-geral do Corpo de Bombeiro Militar, coronel José Luiz Masnik, se seguiu uma inequívoca campanha de solidariedade. Além de manifestações pessoais nas redes sociais, em especial Facebook e Twitter, as associações classistas representantes dos bombeiros também se posicionaram.
A Associação de Praças de Santa Catarina (Aprasc), pelo lado dos soldados, cabos, sargentos e subtenentes, e a Associação de Oficiais Militares de Santa Catarina (Acors), dos oficiais, emitiram, cada uma, nota transmitindo contrariedade com a saída do comandante.
O jornalista Carlos Damião, do jornal Notícias do Dia, chegou a escrever em sua coluna diária, de 19 de julho, que "nunca antes na história catarinense um comandante
do Corpo de Bombeiros recebeu tanto apoio (...) As redes
sociais 'bombaram' nas últimas 48 horas, com centenas de mensagens,
inclusive de outros Estados".
Leia a seguir as manifestações:
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Mostrando postagens com marcador José Luiz Masnik. Mostrar todas as postagens
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19 de jul. de 2012
17 de jul. de 2012
Comandante do Corpo de Bombeiro Militar pede pra sair
Através do Twitter, em quatro cinco breve mensagens, o comandante-geral do Corpo de Bombeiros Militar, coronel José Luiz Masnik, pediu ao governador Raimundo Colombo exoneração de seu cargo. Nos mesmos comentários, ele decidiu não explicitar os motivos que o levaram a essa decisão:
O agora ex-comandante-geral faria um grande serviço à população se explicasse o motivo de sua saída. Caso contrário, qualquer um fica livre para fazer a sua interpretação.
Pela menos duas hipóteses, separadas ou isoladamente, são possíveis:
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| Reprodução: http://twitter.com/comandocbmsc |
O agora ex-comandante-geral faria um grande serviço à população se explicasse o motivo de sua saída. Caso contrário, qualquer um fica livre para fazer a sua interpretação.
Pela menos duas hipóteses, separadas ou isoladamente, são possíveis:
29 de jun. de 2012
Nota do comandante do Bombeiro Militar de Blumenau
Segue a nota:
Manifestação do Comandante do Corpo de Bombeiros Militar de Blumenau
Quero manifestar em meu nome e de mais 10 Comandantes de Batalhão de Bombeiros. Sobre nosso integral e total apoio em todas as ações do Sr Cel Masnik. O mesmo está defendendo a nossa Corporação, inclusive temos intenção de deixar um documento assinado, manifestando nossa integral concordância e alinhados com as Ações do nosso Comandante, em havendo substituição do Sr. Comandante Geral, será necessário trocar os Comandantes dos Batalhões de todas as grandes cidades do nosso Estado. Uma vez que muito nos honra servir sob o Comando do Coronel Masnik, que sempre defende e defendeu o CBMSC. No Corpo de Bombeiros Militar e Comunitários, somos contrários a PEC 001, por querer privatizar os serviços de Bombeiro. Somos favoráveis e parceiros dos Bombeiros Voluntários, mas eles precisam prestar contas de suas ações.
18 de jun. de 2012
Comandante do Bombeiro Militar: situação ou oposição?
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| Fotos: Alexandre Brandão |
Apesar de ser de iniciativa parlamentar, assinada pela Mesa Diretora da Alesc, a PEC-01/2012 tem o apoio de importantes membros do Executivo. Um deles é o secretário de Estado da Infraestrutura, Valdir Cobalchini (PMDB), conhecido por sua defesa intransigente aos voluntários.
Na Assembleia, dos sete integrantes da chamada "bancada dos bombeiros voluntários" seis fazem parte da base governista, sendo dois do mesmo partido do governador, o PSD - Darci de Matos e Kennedy Nunes. E, por coincidência, da mesma base eleitoral do ex-governador Luiz Henrique da Silveira, apoiador militante da emenda constitucional.
Durante a votação da admissibilidade da PEC em Plenário, em 8 de maio, a proposta recebeu votos contrários majoritariamente da oposição - apenas dois deputados da base aliada votaram a favor: Romildo Titon (PMDB), presidente da Comissão de Constituição e Justiça, e Edison Andrino (PMDB), líder do governo.
Para piorar o desconforto do Comando, até mesmo o governador Raimundo Colombo declarou, em 23 de maio, que é favorável à aprovação da PEC-01. Desde então, a proposta continua em tramitação na Alesc. Pode ser aprovada ou rejeitada pela CCJ. Se recusada, ainda pode receber um recurso em Plenário, instância em que a maioria já se mostrou favorável à PEC. Quer dizer, a chance de ser aprovada é enorme.
Com a declaração do governador e a consequente aprovação da PEC, o que fará o comandante-geral do Bombeiro Militar, coronel José Luiz Masnik?
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