Cabeçalho 1

22 de jan. de 2009

Sol e chuva: casamento de viuva


O momento que o pôr-do-sul e a chuvinha de verão se juntaram ...

Foto: © Alexandre Brandão

19 de jan. de 2009

PDT à deriva no governo Luiz Henrique

A cúpula do PDT anda se desencontrando com a base do partido. A rejeição à uma das principais lideranças pedetista se mostrou mais evidente durante o encontro estadual realizado no último final de semana em Lages. Trata-se de Dalva de Lucas Dias, titutar da Secretaria de Estado da Assistência Social, Trabalho e Habitação. Esposa do presidente Manoel Dias e cunhada do governador Luiz Henrique da Silveira, Dalva é a cota do PDT no governo da poli-aliança.

Os pedetistas estão chateados com a pouca participação dentro da Secretaria da Dalva e a baixa ocupação nas gerências das secretarias regionais. O acordo selado no início do governo era que o PDT não pegaria nenhuma secretaria regional, mas, em troca, ganharia todas as 36 gerências ligadas à área de Assistência Social. Passados dois anos, levaram apenas 19 cargos. A queixa também é em relação ao estilo da secretária, de poucos amigos e muito autoritária.

Uma questão pode ser preponderante para o futuro do partido em relação à LHS. A secretária representa o governo na negociação com as centrais sindicais estaduais que estão em campanha pela regulamentação do piso mínimo regional. O movimento é capitaneado por petistas (da CUT) e pedetistas (da Força Sindical).

Partidários analisam que ela está sendo levada em banho-maria pelo governador, que não quer e não vai implementar o piso. Maneca chegou a declarar, no encontro, que se o governo não levasse adiante o projeto de salário mínimo, o partido deixaria o governo. Poucos acreditam nessa tese. A maioria acha que é bravata.

Há no partido um setor que vê motivos sufientes para abandonar o barco governamental. Do lado contrário se encontra a secretária, que faz de tudo e briga com todos para não deixar a nau. A diferença de posições rendeu até uma disputa entre a secretária e o presidente do diretório de Florianópolis, Luiz Viegas. Manoel Dias faz o papel de juiz, não pende para um lado nem para o outro. Alguns chamam isso de ficar em cima do muro. O comentário geral é que a mulher manda no marido.

13 de jan. de 2009

Nova enquete no ar: o que o capitão Nascimento diria para o coronel Eliésio?

Acabei de colocar no ar mais uma enquete. Imagine um encontro entre o capitão Nascimento, protagonista do longa "Tropa de Elite",' e o comandante da Polícia Militar de SC, coronel Eliésio Rodrigues, ator coadjuvante na novela da "Aprasc x LHS".

Para votar, clique em uma das opções na coluna da direita.

12 de jan. de 2009

Contrariando a regra, coronel Eliésio está há dois anos no comando da PM

No dia 9 janeiro, o coronel Eliésio Rodrigues, comandante geral da PM, completou dois anos à frente da caserna catarinense. Um recorde para os padrões da Era Luiz Henrique da Silveira. Nos últimos seis anos, seis coronéis já ocuparam o cargo máximo da Polícia Militar - média de um por ano. Nesse período, a cúpula da PM passou por algumas crises - a mais marcante foi o caso da Marlene Rica, de Joinville.

Nos quatros anos de Esperidião Amin, a cadeira foi ocupada apenas pelo coronel Walmor Backs. Na verdade, Backs se ausentou nos últimos quatro meses para concorrer a deputado.

Escrevi aqui que os oficiais João Luiz Botelho (chefe da Casa Militar) e Marlon Jorge Teza (presidente do Clube dos Oficiais) disputam o comando da Briosa. A briga ainda existe. Mas com novos elementos. Botelho foi promovido a coronel, ficando assim com as credenciais para assumir o posto a qualquer momento - mesmo com contrariedade dos coronéis mais antigos.

Marlon ficou um pouco mais distante da cadeira de Eliésio, pois aquele foi protagonista de uma insurreição de oficiais contra a vontade deste. O presidente da Acors articulou um grupo de oficiais para retomar, à força, os quartéis ocupados pelo movimento dos praças. O comandante geral não sabia da movimentação e se irritou quando descobriu a conspiração. Desautorizou a ação, que seria realizada pelas tropas especiais na noite de Natal, e garantiu às lideranças do movimento da Aprasc que não haveria confronto.

Escreveu Eliésio em nota interna: "Apartados do compromisso ético e moral, com o nítido fito de desestabilizar o Comando-Geral da Corporação, tais 'lideranças' ardilosamente procuraram influenciar Oficiais PM a tomarem medidas isoladas e descabidas na busca de factóides. Não raras às vezes, para desobstrução dos Quartéis propunham medidas truculentas com resultados incertos, haja vista a significativa presença de mulheres e crianças". Em outro trecho fala das "tentativas de disseminar que nossa Corporação estava órfã de Comando" - disseminadas por oficiais superiores.

O coronel Eliésio não deu nome aos bois, mas dentro da caserna sabe-se que o responsável por "queimar" o comandante e conspirar durante as madrugadas foi o coronel Marlon. Apesar de ter melhor trânsito entre os oficiais, em comparação com Botelho, Marlon perdeu pontos com o governador. Resta saber se o presidente da Acors também vai passar por processo disciplinar a exemplo dos praças.

Comandantes da Polícia na Era LHS

Eliésio Rodrigues: 09/01/2007
Edson Souza: 05/05/2006 até 09/01/2007
Bruno Knihs: 13/04/2005 até 05/05/2006
Ivan Morelli: 06/04/2004 até 13/04/2005
Anilson Nelson da Silva: 06/02/2004 até 06//04/2004
Paulo Conceição Caminha: 07/01/2003 até 06/02/2004

Comandantes da PM na Era Amin

Sérgio Wallner: 20/08/2002 até 07/01/2003
Walmor Backs: 05/01/1999 até 20/08/2002

11 de jan. de 2009

Enquete encerrada: Pavan é o mais rejeitado

Leonel Pavan, vice-governador, venceu a rejeição na enquete feita entre os leitores do blog, com 54%, seguido de Dário Berger. Pinho Moreira é quem tem menos rejeição.

Resultado final da votação

Em quem você não votaria para governador em 2010?

Dário Berger (PMDB): 19 (51%)

Eduardo Pinho Moreira (PMDB): 10 (27%)

Ideli Salvatti (PT): 17 (45%)

Leonel Pavan (PSDB): 20 (54%)

Raimundo Colombo (DEM): 12 (32%)

Votos até o momento: 37

Obrigado a todos que votaram.

10 de jan. de 2009

Dentão e Dentinho

Li na "Folha de São Paulo" e trouxe para cá:

LEIO NO UOL que Dentinho, do Corinthians, é um dos atacantes cogitados pelo Lyon, campeão francês, para ocupar a vaga que deve ser deixada por Fred.

Os outros são o palmeirense Kleber, o cruzeirense Guilherme e o coxa-branca Keirrison.
Se Dentinho deixar o Corinthians, haverá vários motivos para lamentar. Primeiro, porque se desfaria assim uma dupla singularmente simpática e potencialmente poderosa: Dentinho e Dentão, que é como o cartunista Ziraldo rebatizou Ronaldo, transformado por ele em personagem de desenho.

Os dois são carismáticos, risonhos, dentuços. Uma amiga querida brincou: o dente está para o futebol como a língua presa para o automobilismo? Boa pergunta. Mercados garantidos para fonoaudiólogos e ortodontistas.

Mas a possível saída de Dentinho seria lamentável também por outros motivos. Poucos viveram com tanta intensidade e em tão pouco tempo a agonia e o êxtase de ser corintiano.
Aos 19 anos, com apenas duas temporadas no profissionalismo, ele vivenciou a alegria de ser craque revelação do Paulistão, a depressão do rebaixamento à Série B e a redenção do retorno triunfal à elite. Foi aplaudido, vaiado, carregado em triunfo.

Um verdadeiro curso de madureza.

Mas Dentinho, como muita gente sabe, tem outra peculiaridade. Assim como o ex-craque italiano Roberto Baggio, ele é budista. Curioso esse paralelo: se o sereno budismo de Baggio surpreendia por caracterizar alguém inserido numa cultura altamente ruidosa e passional, o que dizer do budismo de um garoto pobre da periferia paulistana, corintiano desde o berço?
Só o fato de ter passado ao largo do catolicismo, da umbanda e dos mil tentáculos evangélicos que dominam o ambiente futebolístico já faria de Dentinho um caso à parte.
Mas o mais interessante, a meu ver, é que o seu budismo é um budismo à brasileira, ou melhor, um budismo corintiano, "maloqueiro e sofredor" como convém.

Uma das imagens mais belas e inusitadas do ano futebolístico que passou foi protagonizada por Dentinho e o goleiro Felipe, ao final da partida em que o Corinthians venceu o Ceará, no Pacaembu, selando sua volta à Série A. Invertendo o que normalmente acontece, os dois saltaram o alambrado para cair no meio da massa alvinegra em festa.

Um evento inesquecível.

No momento em que todos os holofotes estão voltados para o Dentão que aliás salvou nesta virada de ano a mídia esportiva da falta de assunto, acho que vale a pena pensar um pouco na trajetória do Dentinho, que o técnico Paulo César Carpegianni tentou sem êxito chamar de Bruno Bonfim.

O noticiário sobre Ronaldo é feito quase só de números: os milhões de reais de salário, as quotas da publicidade, os quilos a mais, o percentual de gordura, as semanas de treino.
Mas na figura de Dentinho, no seu percurso meio desengonçado pelo campo e pela vida, há algo que não se pode medir ou quantificar. Nem definir. Seja no "terrão" da zona leste, no Pacaembu ou nos gramados franceses, é um menino do Brasil, correndo em busca do seu satori (o estado zen-budista de iluminação). E isso é bonito de ver.

José Geraldo Couto - 10/01/2009

9 de jan. de 2009

Ex-vereador Miotto já está empregado

O ex-vereador Jair Antônio Miotto (PTB) perdeu o emprego na Câmara dos Vereadores de Florianópolis, mas logo conquistou um cargo no gabinete do deputado estadual Narcizo Parisotto, também petebista. Miotto foi contratado a partir da Portaria 2098, de 17/12/2008, publicada no Diário da Assembléia Legislativa. Ele foi enquadrado no nível máximo entre os servidores de gabinete.