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13 de jan. de 2009

Nova enquete no ar: o que o capitão Nascimento diria para o coronel Eliésio?

Acabei de colocar no ar mais uma enquete. Imagine um encontro entre o capitão Nascimento, protagonista do longa "Tropa de Elite",' e o comandante da Polícia Militar de SC, coronel Eliésio Rodrigues, ator coadjuvante na novela da "Aprasc x LHS".

Para votar, clique em uma das opções na coluna da direita.

12 de jan. de 2009

Contrariando a regra, coronel Eliésio está há dois anos no comando da PM

No dia 9 janeiro, o coronel Eliésio Rodrigues, comandante geral da PM, completou dois anos à frente da caserna catarinense. Um recorde para os padrões da Era Luiz Henrique da Silveira. Nos últimos seis anos, seis coronéis já ocuparam o cargo máximo da Polícia Militar - média de um por ano. Nesse período, a cúpula da PM passou por algumas crises - a mais marcante foi o caso da Marlene Rica, de Joinville.

Nos quatros anos de Esperidião Amin, a cadeira foi ocupada apenas pelo coronel Walmor Backs. Na verdade, Backs se ausentou nos últimos quatro meses para concorrer a deputado.

Escrevi aqui que os oficiais João Luiz Botelho (chefe da Casa Militar) e Marlon Jorge Teza (presidente do Clube dos Oficiais) disputam o comando da Briosa. A briga ainda existe. Mas com novos elementos. Botelho foi promovido a coronel, ficando assim com as credenciais para assumir o posto a qualquer momento - mesmo com contrariedade dos coronéis mais antigos.

Marlon ficou um pouco mais distante da cadeira de Eliésio, pois aquele foi protagonista de uma insurreição de oficiais contra a vontade deste. O presidente da Acors articulou um grupo de oficiais para retomar, à força, os quartéis ocupados pelo movimento dos praças. O comandante geral não sabia da movimentação e se irritou quando descobriu a conspiração. Desautorizou a ação, que seria realizada pelas tropas especiais na noite de Natal, e garantiu às lideranças do movimento da Aprasc que não haveria confronto.

Escreveu Eliésio em nota interna: "Apartados do compromisso ético e moral, com o nítido fito de desestabilizar o Comando-Geral da Corporação, tais 'lideranças' ardilosamente procuraram influenciar Oficiais PM a tomarem medidas isoladas e descabidas na busca de factóides. Não raras às vezes, para desobstrução dos Quartéis propunham medidas truculentas com resultados incertos, haja vista a significativa presença de mulheres e crianças". Em outro trecho fala das "tentativas de disseminar que nossa Corporação estava órfã de Comando" - disseminadas por oficiais superiores.

O coronel Eliésio não deu nome aos bois, mas dentro da caserna sabe-se que o responsável por "queimar" o comandante e conspirar durante as madrugadas foi o coronel Marlon. Apesar de ter melhor trânsito entre os oficiais, em comparação com Botelho, Marlon perdeu pontos com o governador. Resta saber se o presidente da Acors também vai passar por processo disciplinar a exemplo dos praças.

Comandantes da Polícia na Era LHS

Eliésio Rodrigues: 09/01/2007
Edson Souza: 05/05/2006 até 09/01/2007
Bruno Knihs: 13/04/2005 até 05/05/2006
Ivan Morelli: 06/04/2004 até 13/04/2005
Anilson Nelson da Silva: 06/02/2004 até 06//04/2004
Paulo Conceição Caminha: 07/01/2003 até 06/02/2004

Comandantes da PM na Era Amin

Sérgio Wallner: 20/08/2002 até 07/01/2003
Walmor Backs: 05/01/1999 até 20/08/2002

11 de jan. de 2009

Enquete encerrada: Pavan é o mais rejeitado

Leonel Pavan, vice-governador, venceu a rejeição na enquete feita entre os leitores do blog, com 54%, seguido de Dário Berger. Pinho Moreira é quem tem menos rejeição.

Resultado final da votação

Em quem você não votaria para governador em 2010?

Dário Berger (PMDB): 19 (51%)

Eduardo Pinho Moreira (PMDB): 10 (27%)

Ideli Salvatti (PT): 17 (45%)

Leonel Pavan (PSDB): 20 (54%)

Raimundo Colombo (DEM): 12 (32%)

Votos até o momento: 37

Obrigado a todos que votaram.

10 de jan. de 2009

Dentão e Dentinho

Li na "Folha de São Paulo" e trouxe para cá:

LEIO NO UOL que Dentinho, do Corinthians, é um dos atacantes cogitados pelo Lyon, campeão francês, para ocupar a vaga que deve ser deixada por Fred.

Os outros são o palmeirense Kleber, o cruzeirense Guilherme e o coxa-branca Keirrison.
Se Dentinho deixar o Corinthians, haverá vários motivos para lamentar. Primeiro, porque se desfaria assim uma dupla singularmente simpática e potencialmente poderosa: Dentinho e Dentão, que é como o cartunista Ziraldo rebatizou Ronaldo, transformado por ele em personagem de desenho.

Os dois são carismáticos, risonhos, dentuços. Uma amiga querida brincou: o dente está para o futebol como a língua presa para o automobilismo? Boa pergunta. Mercados garantidos para fonoaudiólogos e ortodontistas.

Mas a possível saída de Dentinho seria lamentável também por outros motivos. Poucos viveram com tanta intensidade e em tão pouco tempo a agonia e o êxtase de ser corintiano.
Aos 19 anos, com apenas duas temporadas no profissionalismo, ele vivenciou a alegria de ser craque revelação do Paulistão, a depressão do rebaixamento à Série B e a redenção do retorno triunfal à elite. Foi aplaudido, vaiado, carregado em triunfo.

Um verdadeiro curso de madureza.

Mas Dentinho, como muita gente sabe, tem outra peculiaridade. Assim como o ex-craque italiano Roberto Baggio, ele é budista. Curioso esse paralelo: se o sereno budismo de Baggio surpreendia por caracterizar alguém inserido numa cultura altamente ruidosa e passional, o que dizer do budismo de um garoto pobre da periferia paulistana, corintiano desde o berço?
Só o fato de ter passado ao largo do catolicismo, da umbanda e dos mil tentáculos evangélicos que dominam o ambiente futebolístico já faria de Dentinho um caso à parte.
Mas o mais interessante, a meu ver, é que o seu budismo é um budismo à brasileira, ou melhor, um budismo corintiano, "maloqueiro e sofredor" como convém.

Uma das imagens mais belas e inusitadas do ano futebolístico que passou foi protagonizada por Dentinho e o goleiro Felipe, ao final da partida em que o Corinthians venceu o Ceará, no Pacaembu, selando sua volta à Série A. Invertendo o que normalmente acontece, os dois saltaram o alambrado para cair no meio da massa alvinegra em festa.

Um evento inesquecível.

No momento em que todos os holofotes estão voltados para o Dentão que aliás salvou nesta virada de ano a mídia esportiva da falta de assunto, acho que vale a pena pensar um pouco na trajetória do Dentinho, que o técnico Paulo César Carpegianni tentou sem êxito chamar de Bruno Bonfim.

O noticiário sobre Ronaldo é feito quase só de números: os milhões de reais de salário, as quotas da publicidade, os quilos a mais, o percentual de gordura, as semanas de treino.
Mas na figura de Dentinho, no seu percurso meio desengonçado pelo campo e pela vida, há algo que não se pode medir ou quantificar. Nem definir. Seja no "terrão" da zona leste, no Pacaembu ou nos gramados franceses, é um menino do Brasil, correndo em busca do seu satori (o estado zen-budista de iluminação). E isso é bonito de ver.

José Geraldo Couto - 10/01/2009

9 de jan. de 2009

Ex-vereador Miotto já está empregado

O ex-vereador Jair Antônio Miotto (PTB) perdeu o emprego na Câmara dos Vereadores de Florianópolis, mas logo conquistou um cargo no gabinete do deputado estadual Narcizo Parisotto, também petebista. Miotto foi contratado a partir da Portaria 2098, de 17/12/2008, publicada no Diário da Assembléia Legislativa. Ele foi enquadrado no nível máximo entre os servidores de gabinete.

8 de jan. de 2009

Recordar é viver: LHS x Aprasc

Nos textos a seguir, o leitor vai poder acompanhar a evolução (ou involução) da relação entre a Associação dos Praças de SC (Aprasc) e o governador Luiz Henrique da Silveira. Os textos foram todos extraídos do site oficial do governo: www.sc.gov.br desde 2005. Uma análise de outras fontes, jornais estaduais e a própria imprensa da Aprasc, pode qualificar o entendimento. As fotos são da Secretaria de Comunicação [clique na imagem para ampliar].

Em outubro de 2005, ainda em seu primeiro mandato, o governador Luiz Henrique da Silveira prometeu ampla revisão ao Regulamento Disciplinar dos Policiais Militares (RPDM) e garantiu anistia sempre que houver injustiça e perseguição.

Veja a nota publicada no site do governo.

Governador recebe grupos sindicais pela defesa das liberdades democráticas

Florianópolis (25/10/2005) - O governador Luiz Henrique recebeu em audiência, na tarde desta terça-feira (25), vários grupos sindicais que solicitaram apoio ao Governo do Estado na luta pela defesa das liberdades democráticas e dos movimentos sociais. Mas os grupos, em especial, pediram para que o governador interceda junto à Justiça em favor do sargento da PM, Amauri Soares.

Após ouvir as reivindicações, o governador mostrou-se sensibilizado pelas manifestações e confirmou que há necessidade de transformações na legislação que é secular. “Já realizei várias anistias em outras oportunidades e, em breve, estarei realizando outras. E no que depender da minha assinatura, não haverá injustiças”, afirmou o governador, que salientou ainda o empenho na revisão geral da legislação reguladora de todo o sistema da Segurança Pública do Estado, no sentido de torná-la moderna e justa dentro dos princípios constitucionais. .

Os grupos sindicais, que estiveram representados pela Aprasc (Polícia Militar), Educação, Saúde, Motoristas e Cobradores, entre outros, receberam do governador a certeza de que a democracia e o diálogo continuarão em sua gestão, e informou: “Aos policiais afirmo que novos tempos virão. Já está em encaminhamento para Assembléia Legislativa a nova Lei de Organização Básica da Polícia Militar (a que está em vigência foi escrita em 1983 e ela deveria ter uma vigência de no máximo 10 anos). E, além deste, também está na AL o novo Plano de Carreira e Promoção dos Praça da Polícia Militar. Isso, com certeza, irá recuperar a estima do policial militar", concluiu.

Ainda em 2005, o governador reconheceu a importância das atitudes reivindicatórias da Aprasc e sua legitimidade. A entidade foi fundamental para a confecção do plano de carreira dos praças (Lei Complementar 318, de 17 de janeiro de 2006), tanto que o presidente da Aprasc na época, o sargento Manoel João da Costa, foi convidado pelo ex-governador Eduardo Pinho Moreira, atual presidente do PMDB, para assinar o Decreto nº 4.633, em 11 de agosto de 2006, que regulamenta o plano de carreira.

Confira a notícia publicada no site do governo:

"Governo já promoveu 2.463 PMs", diz Luiz Henrique em comemoração ao Dia do Soldado

Florianópolis (25/8/2005) - O governador destacou que só foi possível chegar a assinatura desse projeto após meses de estudo de uma equipe formada por membros do Governo e por representantes dos praças, como a Aprasc e outras entidades representativas. O projeto estabelece um sistema de pontuação que vai promover soldados e praças que investirem no aprimoramento pessoal por meio de cursos. Haverão as promoções por mérito em casos de bravura. Além disso, 25% das promoções estão reservadas aos policiais mais antigos.

A Aprasc foi a única entidade sindical do Estado que promoveu uma assembléia geral para ouvir os candidatos a governador em 17 de outubro de 2006, no segundo turno. E, depois das explanações dos candidatos Luiz Henrique da Silveira e Esperidião Amin, promoveu uma votação, na qual LHS recebeu ampla maioria de apoio, inclusive - e principalmente - das lideranças. No dia 1º de dezembro de 2007, na posse dos deputados estaduais, Luiz Henrique subiu no palanque dos amigos aprasquianos e prometeu a instalação de uma mesa de negociação em 15 dias. Desde então, de quinzena em quinzena, o governo vai postergando a apresentação de um cronograma de pagamento da Lei 254.

Veja outra nota publicada no site do governo:


Governador participa da posse dos novos deputados e da instalação da 16ª Legislatura

Florianópolis (1/2/2007) - Ao final da solenidade, na Praça Tancredo Neves, em frente à Assembléia, o governador confraternizou com os participantes do ato promovido pela Associação dos Praças de Santa Catarina (Aprasc), ocasião em que reafirmou seu compromisso prioritário com a segurança do cidadão e com a valorização profissional dos policiais militares.

Em 2008, o discurso começou a mudar - e por que não dizer radicalizar - em relação à Aprasc.

Veja as notas retiradas do site do governo

Nota oficial

Florianópolis (26/12/2008) - Tudo isso foi construído no diálogo democrático. Até que, eleito Deputado Estadual, o Sargento Amaury Soares, em nome da APRASC, resolveu seguir pelo caminho da radicalização, fechando via pública e tomando a frente dos quartéis para forçar uma negociação pela Força.

O Governo do Estado não negociará com a faca no peito. Os Comandantes, que contam com o meu total apoio e solidariedade, ao invés de reagir com violência, usarão, com todo rigor, as normas disciplinares previstas em seus regulamentos.

Procuradoria Geral do Estado justifica ação proposta à Justiça

Florianópolis (29/12/2008) - O procurador-geral do Estado, Sadi Lima, justificou nesta segunda-feira (29) a ação proposta à Justiça referente à dissolução da Associação dos Praças de Santa Catarina (Aprasc). "Esta ação foi proposta à Justiça pela Procuradoria Geral do Estado (PGE) porque a entidade estava exercendo atividades ilícitas. A Constituição Federal limita o direito a associação apenas para fins lícitos. A Aprasc, no entanto, estava sendo utilizada para incitar os militares a fazer greve e a fechar o acesso aos quartéis", informou Lima.

Na mesma ação, a Justiça atendeu ao pedido da PGE para a retirada do ar do site da Aprasc. A referida página da Web estaria sendo usada para ‘fins ilícitos’.

Governo analisa medidas para servidores da Segurança Pública

Florianópolis (7/1/2009) - Por orientação da Procuradoria Geral do Estado (PGE), o governo não vai mais negociar com a Aprasc (Associação das Praças de Santa Catarina). No entender da PGE, a Aprasc não tem legitimidade enquanto perdurar as ações judiciais decorrentes dos episódios registrados no final do ano passado. Em função disto, ficou acertado que cada um dos comandos que formam o sistema de segurança pública, será responsável em conversar com as suas entidades representativas.

Nota explicativa: o texto foi revisado e ampliado às 15h45min de 08/01/2009.

7 de jan. de 2009

Mais do mesmo. E a Lei 254?


A cúpula da Segurança Pública se reuniu durante todo o dia 7 de janeiro e convocou a imprensa para anunciar a grande novidade: o governo não vai pagar a Lei 254. E mais: avisou que não negocia mais com a Aprasc, sob orientação da Procuradoria Geral do Estado, já que a entidade "não tem legitimidade enquanto perdurar as ações judiciais".

Agora, o Executivo também é Judiciário e Ministério Público, pois já acusou e condenou a Aprasc.

Foto: © Alexandre Brandão