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26 de fev. de 2008

Democracia eleitoral

Pesquisa realizada pelo Movimento de Combate à Corrupção Eleitoral (o mesmo do post anterior) descobriu que a Justiça promoveu a cassação de 623 mandatos através de processos nos quais se apuravam alegações de corrupção em eleições.

O trabalho considerou “cassados” mesmo aqueles que se encontram nos cargos em virtude da obtenção de liminares. É que estas medidas não modificam a decisão anterior, apenas suspendem a sua execução até que se aprecie o recurso. Entre os 623 casos, muitos ainda estão exercendo os cargos, pois aguardam pronunciamento da Justiça para deixá-los.

A pesquisa acabou descobrindo também que a corrupção eleitoral é democrática e atinge os principais partidos brasileiros.

(Clique no quadro para ver melhor.)

Vigilantes

Sempre bem humorado e disposto a criticar o governador Luiz Henrique da Silveira, o deputado Joares Ponticelli (PP) apresentou, em discurso nessa terça-feira (26) no Plenário da Assembléia Legislativa, a intenção do Movimento de Combate à Corrupção Eleitoral de trabalhar para reverter a decisão do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) que anulou o processo contra LHS, devido à ausência de notificação ao vice-governador para apresentar sua defesa.

A preocupação do movimento é o surgimento de um efeito dominó de pedidos de anulação de processos de cassação sob o mesmo argumento de falta de notificação dos vices. Cerca de 400 processos, de acordo com o MCCE, iniciados nas eleições de 2004 até hoje tramitam na Justiça Eleitoral.

O movimento é formado por organizações de todos os tipos: de magistrados, procuradores, sindicalistas, sem-terras, bispos, jornalistas, ongueiros, índios e professores.

22 de fev. de 2008

Por onde anda o soldado Sílvio?

Em 1986, um soldado da Polícia Militar, Sílvio Roberto Vieira, invadiu o estúdio da TV Cultura e rendeu os barões do radialismo catarinense: Roberto Alves, Miguel Livramento e Hélio Costa. Mal pago e desesperado, estava armado e atirou na parede. Não era o tal João de Santo Cristo, mas ele queria era falar com o presidente. Ou o governador Esperidião Amin, que assistia tudo de sua casa.

Depois de 32 minutos, "dramáticos", segundo Roberto Alves, um coronel, que usou mais repressão que psicologia, o rendeu.

Hoje encontrei o soldado Sílvio no Milton's, um boteco no Centro de Florianópolis. Alguns cabelos brancos a mais, ele sentou, falou que trocou o curso de Ciência Política, no Cesusc, por Direito, e contou algumas histórias que não entendi muito bem. No meio da conversa só consegui pegar "MR-8".

Pediu um copo de cerveja - servi -, um cigarro - não fumo - e cinqüenta reais - neguei. Ele agradeceu a lembrança, se levantou e se despediu:

- Aconteça o que acontecer serei sempre o soldado Sílvio.

20 de fev. de 2008

Gavião

Repórter da Rádio Globo comenta com o técnico do Corinthians, Mano Menezes, a vitória no clássico paulistano de um a zero sobre Portuguesa:

- De grão em grão a galinha enche o papo...

- Mas não é galinha, é gavião - alerta o ex-técnico gremista.

O Timão está no oitavo jogo do Campeonato Paulista sem perder.

Recordar é viver

Em entrevista ao programa "Conversas Cruzadas", em dezembro de 2007, o governador Luiz Henrique da Silveira recordou seu gesto de humildade de 2006. Ele voltou a afirmar que renunciou ao cargo antes de disputar a reeleição para não "massacrar" seus adversários.

A mesma modéstia ele não teve com o recebimento de recursos para campanha. Luiz Henrique recebeu R$ 13.568.350 em doações, quase seis vezes mais que o segundo colocado, Espiridião Amin, que teve a receita de R$ 2.310.111. Ou ainda, mais de três vezes que todos os demais candidatos juntos.

Um massacre.

19 de fev. de 2008

Tropa de elite

Adélcio Machado dos Santos, presidente do Conselho Estadual de Educação (CEE), órgão vinculado à Secretaria estadual, integra a tropa de elite dos advogados da defesa do governador Luiz Henrique da Silveira. Ex-presidente do diretório estadual (2007), "doutor" Adélcio é um homem de bom gosto e vai comemorar o sucesso de LHS com o que existe de melhor no mundo em termos de degustação: paella espanhola, uísque escocês e charuto cubano.

17 de fev. de 2008

Mais ou menos transparência

O deputado Julio Garcia (DEM), presidente da Assembléia Legislativa, está ansioso pela conclusão do novo portal do Poder Legislativo. Ele tem duas opções: colocar o site - parcialmente concluído - no ar até março; ou esperar mais tempo até a equipe de informática e comunicação finalizar todas sessões da página.

Há ainda outra decisão a ser tomada e que já está gerando debate entre os deputados e os servidores da Casa. Pressionado pela imprensa e pela população, Julio Garcia vai ter que decidir o nível de transparência a ser adotado na divulgação dos gastos da Assembléia Legislativa: total, parcial ou nenhuma.