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11 de ago. de 2008

Nildão x Angela

Um destacado militante do PCdoB explicou por que o partido preteriu Nildão (hoje no PT) nas eleições de 2006: na época, Nildomar Freire não tinha mandato, portanto estava menos exposto para o eleitorado.

Faz sentido. Com a divulgação da pesquisa Ibope que mede a intenção de votos para o cargo de prefeito de Florianópolis a argumentação fica reforçada.

Vereadora, a candidata Angela Albino (PC do B) tem 7%, na pesquisa estimulada, da intenção dos votos. Nildomar Freire, 3%. Na pesquisa espontânea, Angela Albino aparece na terceira posição, com 4%, e Nildão, com 1%.

Agora, esses números não explicam por que o partido abandonou um dos principais quadros do PCdoB na cidade para apostar em uma liderança emergente, que ainda não mostrou a que veio. Estou falando de Tiago Andrino.

4 de ago. de 2008

Fotos do Movimento Passe Livre II

As fotos a seguir foram feitas pela cobertura do jornal-laboratório Zero, da UFSC, da segunda (e última) jornada de grandes manifestações do Movimento Passe Livre, em 2005, já no governo de Dário Berger.






© Leo Miranda / Zero

Fotos do Movimento Passe Livre I

Como prometido, publico as fotos da primeira jornada de manifestações do Movimento Passe Livro, ainda no primeiro governo de Angela Amin, em julho de 2004.

Concentração na Avenida Paulo Fontes, em frente ao Terminal Integrado do Centro (Ticen)

Passeata na Rua Felipe Schmidt

AvenidaGovernador Gustavo Richard

A polícia só observou os estudantes fecharem a ponte Colombo Salles, que liga a Ilha ao continente

© Alexandre Brandão / Zero

Blog do Tupã 3 x 0 imprensa

Este blog antecipou, há quase cinco meses e meio, o que o "Informe Político" do "Diário Catarinense" publicou apenas hoje:

"A Assembléia ganha amanhã o deputado Taxista Voltolini ou Aparecido Voltolini (PPS), que assume no lugar do Professor Sérgio Grando por dois meses. "

31 de jul. de 2008

Dário faz autocrítica mas esquece o que falou

Ontem (30/07), o prefeito Dário Berger (PMDB), candidato à reeleição, fez uma autocrítica de seus três anos e meio de governo na Rádio Guarujá, que promove uma série de entrevistas com os postulantes à Prefeitura de Florianópolis. Falou que, se pudesse voltar atrás, não agiria com tanta contudência contra os estudantes no último grande protesto do Movimento Passe Livre, que ocorreu entre o final de maio e começo de junho de 2005.

Na época, quase três dezenas de estudantes foram presos. Muita bala de borracha foi consumida. PMs foram deslocados de várias cidades do Estado para garantir que os acessos principais da cidade, principalmente as pontes, não fossem fechadas.

A repressão aos estudantes foi conduzida pelo comando da Polícia Militar, que responde ao governador do Estado, e não ao prefeito da Capital. Recém eleito, Dário certamente teve grande influência no uso máximo da força policial. Se não autorizou, pelo menos apoiou e agradeceu. Em menos de seis meses de governo, o ex-tucano e aliado de primeira hora do governador Luiz Henrique (PMDB) não poderia demonstrar fraqueza.

Para o jornal "Folha de SP", o prefeito declarou, em 02/06/2005, que a "polícia não bate em ninguém de graça" ao rebater as acusações dos movimentos estudantis de que há uma repressão truculenta da PM em relação aos protestos contra o aumento das tarifas de ônibus. "Mas eles estão armados com pedras. Eles provocam."

Para que ninguém esqueça, publico as frases do prefeito, retiradas do "Diário Catarinense", sobre o episódio, também de 02/06/2005:

Pontes
- Enquanto eu for prefeito de Florianópolis ninguém fecha as pontes. Não vou permitir que a desordem e a anarquia tomem conta da cidade. O cidadão tem que ter o direito de ir e vir garantidos. Não sou nenhum "bocó". Ninguém vai fazer "xixi" na minha perna e rir na minha cara.

Ação da Polícia
- Eu mesmo fui conversar com o governador Luiz Henrique da Silveira sobre a situação, que precisa ser combatida de forma enérgica. Nenhum policial bate por livre e espontânea vontade em alguém. Mas não concordo com atos de truculência.

O aumento da tarifa
- Mais um fato da "herança" que recebemos da administração anterior. Não posso fazer nada. O aumento foi autorizado pela Justiça. O estudante até pode descumprir uma ordem, eu como prefeito não posso descumprir.

Insegurança
- Preocupa-me o caos. O país enfrenta uma onda de crise de autoridade. Todo mundo fecha rua. A autoridade constituída não toma a atitude que precisa. Democracia não é isso. Outros movimentos como dos funcionários da Previdência, da Saúde podem se juntar aos estudantes.

"Pedras"
- Um movimento político e ideológico. Existem crianças e adolescentes entre os manifestantes, que nem sabem o que realmente estão fazendo. Não sou contra a manifestação ordeira e pacífica. Mas existem locais para serem feitos, como na frente de prédios como da prefeitura, do Palácio do Governo. Não posso me submeter a um capricho. Sabe-se que estudantes carregam pedras dentro das mochilas.

Durante protesto semelhante, em 2004, ainda no governo de Angela Amin (PP), a Polícia não usou a mesma força. Os estudantes fecharam a ponte, caminharam pela Beira Mar e obstruíram o Ticen, sendo apenas observados pelos policiais.

Próximo post, fotos das manifestações. Porque recordar é viver.

21 de jul. de 2008

Combustível na relação entre os policiais e os guardas

Documento do Comando Geral da Polícia Militar distribuído aos seus subordinados pode esquentar ainda mais a relação entre a PM e as guardas municipais. O texto orienta como os policiais devem agir para evitar que as guardas extrapolem suas funções.

A preocupação do comandante é que as guardas sejam usadas para fazer policiamento ostensivo, função exclusiva da Polícia Militar. Para isso, foi listada uma série de medidas políticas, administrativas e jurídicas como diretrizes de ação dos PMs. Entre elas, está a recomendação de que os PMs devem "acompanhar proximamente" as guardas e "reunir documentos comprobatórios dos fatos que caracterizem extrapolação dos parâmetros fixados pela lei, para fins da adoção de medidas judiciais e institucionais, quando a via política não der resultado".

Ainda de acordo com o texto, esgatados os "meios pacíficos", a mais alta autoridade da Polícia Militar da cidade deverá fazer representação jurídica junto ao Ministério Público.

As medidas operacionais incluem até mesmo a prisão de guardas municipais por parte dos policiais militares, quando os primeiros estiverem em "ato comprometedor da ordem pública".

A diretriz publicada é combustível para a relação conflituosa entre os dois órgãos.

Audiência na Alesc

No dia 24 de abril, a Comissão de Segurança Pública da Assembléia Legislativa promoveu um audiência pública para discutir o conflito de competências entre a Polícia Militar e a Guarda Municipal de Florianópolis.

O coronel Marlon Jorge Teza, representando a PM, já havia dado a dica de como a instituição trataria do tema. E ninguém prestou atenção. “A guarda não faz parte da segurança pública. A sua competência é a proteção de serviços e bens públicos, só age sobre o patrimônio”, disse o candidato a comandante geral. “A guarda pode até ser armada, mas da mesma forma que um vigilante, para a sua proteção e não da sociedade”. Disse ainda que a intenção da guarda em substituir a PM na fiscalização do trânsito é um mito.

Contrariado, o comandante da Guarda Municipal de Florianópolis, Ivan da Silva Couto Júnior, disse: “Agimos de forma preventiva e hoje a nossa prioridade é a fiscalização do trânsito”. Ele afirmou ainda que a instituição foi criada para preservar a ordem pública.

Preservar a ordem pública é fazer policiamento ostensivo. Agora vão se entender.

Resposta ao anônimo do post anterior

Caro Anônimo,
Gostaria muito de morar em Calmon. Sou um deslumbrado pela cidade e, por experiência própria, sei o quanto o povo daí é acolhedor. Mas, para me mudar teria que deixar as praias, os bares, as belas, os cinemas, os shoppings e os teatros de Florianópolis. E isso não estou disposto a fazer.