Cabeçalho 1
11 de mai. de 2008
10 de mai. de 2008
Muda o comando da UFSC: sai Botelho entra Prata
Sexta-feira (9) e sábado (10) foram os dias da posse do novo reitor da UFSC, que vai dirigir uma verdadeira cidade formada por uma comunidade de 41.987 pessoas e um dos maiores orçamentos do Estado. O reitor Alvaro Toubes Prata e Carlos Alberto Justo da Silva (vice) assumem depois de desbancar facilmente Nildo Ouriques, o candidato oposicionista que perdeu pela terceira vez consecutiva. O outro derrotado é Lucio José Botelho, antigo ocupante do cargo.
Por duas vezes Botelho foi vice-reitor de Rodolfo Pinto da Luz, mas não conseguiu sequer ser candidato à reeleição. Dois fatos foram cruciais para manter o ex-reitor distante do consenso dos setores que apostavam na continuidade de um tipo de administração.
Primeiro, foi sua reação diante de um protesto do movimento estudantil que culminou com o trancamento do Conselho Universitário e a intervenção da Polícia Federal. Alguns setores acharam que Botelho foi bastante conivente com os protestantes e pouco rígido, e lento, para punir os estudantes. Outros entenderam que o ex-reitor foi severo demais ao permitir a abertura de inquérito policial e processo administrativo contra o alunado.
Mais tarde, sua administração foi alvo direto, e indireto, de ações do Ministério Público, que destituiu a direção da Fundação de Engenharia (Feesc) por irregularidades, e instalou interventores. Ariovaldo Bolzan, vice de Botelho, havia sido presidente da Feesc e era o braço executivo das fundações na gestão de Botelho.
Subjetivamente, Lucio Botelho não era muito bem visto pelos seus colegas por não ter o perfil de acadêmico. Afinal, nem o título de doutor ele ostenta. Rodolfo Pinto da Luz não era diferente - sempre teve o perfil de político e de administrador. No entanto, Rodolfo sempre teve musculatura política - chegou a ocupar cargos importantes, como ministro interino da Educação e presidente da Andifes. Seu método de ação ficou conhecido pela capacidade de atrair amigos e inimigos, cultivando muitos apadrinhados. Hoje, é secretário da Educação de Florianópolis.
Oriundo da oposição ao próprio Rodolfo, o futuro político de Botelho é incerto. Nos próximos dois anos vai ficar pela Europa concluindo seu doutorado.
Nildo Ouriques também vai para o ostracismo depois de perder para três chapas seguidas (Lucio/Botelho, Botelho/Ariovaldo e Prata/Justo). Sua incapacidade de unir as oposições foi significativa para as derrotas.
A investida de Prata representa ainda uma vitória do Centro Tecnológico (CTC), o maior e mais rico setor da UFSC, que desde Caspar Erich Stemmer (1976) não tinha um representante no cargo.
Por duas vezes Botelho foi vice-reitor de Rodolfo Pinto da Luz, mas não conseguiu sequer ser candidato à reeleição. Dois fatos foram cruciais para manter o ex-reitor distante do consenso dos setores que apostavam na continuidade de um tipo de administração.
Primeiro, foi sua reação diante de um protesto do movimento estudantil que culminou com o trancamento do Conselho Universitário e a intervenção da Polícia Federal. Alguns setores acharam que Botelho foi bastante conivente com os protestantes e pouco rígido, e lento, para punir os estudantes. Outros entenderam que o ex-reitor foi severo demais ao permitir a abertura de inquérito policial e processo administrativo contra o alunado.
Mais tarde, sua administração foi alvo direto, e indireto, de ações do Ministério Público, que destituiu a direção da Fundação de Engenharia (Feesc) por irregularidades, e instalou interventores. Ariovaldo Bolzan, vice de Botelho, havia sido presidente da Feesc e era o braço executivo das fundações na gestão de Botelho.
Subjetivamente, Lucio Botelho não era muito bem visto pelos seus colegas por não ter o perfil de acadêmico. Afinal, nem o título de doutor ele ostenta. Rodolfo Pinto da Luz não era diferente - sempre teve o perfil de político e de administrador. No entanto, Rodolfo sempre teve musculatura política - chegou a ocupar cargos importantes, como ministro interino da Educação e presidente da Andifes. Seu método de ação ficou conhecido pela capacidade de atrair amigos e inimigos, cultivando muitos apadrinhados. Hoje, é secretário da Educação de Florianópolis.
Oriundo da oposição ao próprio Rodolfo, o futuro político de Botelho é incerto. Nos próximos dois anos vai ficar pela Europa concluindo seu doutorado.
Nildo Ouriques também vai para o ostracismo depois de perder para três chapas seguidas (Lucio/Botelho, Botelho/Ariovaldo e Prata/Justo). Sua incapacidade de unir as oposições foi significativa para as derrotas.
A investida de Prata representa ainda uma vitória do Centro Tecnológico (CTC), o maior e mais rico setor da UFSC, que desde Caspar Erich Stemmer (1976) não tinha um representante no cargo.
Aforismo: descentralização
Da mesma forma que o fósforo é o símbolo da era moderna, as secretarias regionais representam o significado da descentralização dos anos LHS.
9 de mai. de 2008
Gavazzoni: a revelação
Antônio Marcos Gavazzoni (DEM), secretário de Estado da Administração, é a principal revelação do secretariado do segundo mandato do governador Luiz Henrique da Silveira. A participação nas nove audiências públicas, por toda Santa Catarina, que discutiu a reformulação da previdência pública estadual, foi sua provação mais importante.Defendeu o governo com contundência - comportamento que não tinha durante seu início tímido no colegiado. Qualificado, respondeu muito bem às críticas dos líderes sindicais. Quando vaiado pelos servidores, soube manter a calma. Advogado por formação, Gavazzoni foi procurador do município de Chapecó até ser indicado pelo partido para ocupar o cargo. Na verdade, é indicação pessoal do prefeito João Rodrigues (DEM).
Fotos de Solon Soares (Alesc), durante a audiência pública no ginásio de esportes da Unoesc de São Miguel do Oeste, em 15 de abril
8 de mai. de 2008
Requião e Stédile
Está em gestação um chapa para concorrer a Presidência do Brasil formada por Roberto Requião (presidente) e João Pedro Stédile (vice). O primeiro é governador do Paraná pelo PMDB e o segundo líder do MST. O partido? Ainda está a ser formado.
6 de mai. de 2008
Amin vista Alesc
O ex-governador Esperidião Amin passou boa parte da manhã e da tarde de hoje (06/05) na Assembléia Legislativa. Ele foi prestigiar a posse dos deputados Jaime Pasqualini e Altair Silva, ambos do PP, que vão ocupar por dois meses as cadeiras de Joares Ponticelli e Reno Caramori, respectivamente. Pré-candidato a prefeito de Florianópolis ou governador do Estado, Amin ainda se reuniu com outros correligionários e cumprimentou quem passava pela sua frente.
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