Trago pra cá texto do Fábio Brüggmann, chupado do blog do Moacir Pereira. Amanhã vou procurar mais informação sobre o assunto.
A biblioteca da Assembleia Legislativa de Santa Catarina tem um qualificado acervo na área jurídica e de humanas em geral. Porém, a qualificada fome dos parlamentares, mais voluptuosa que numa traça, eliminará todos os papéis ali existentes. O local, que hoje abriga exemplares valiosos, cederá espaço para mais um restaurante. No lugar de estantes e livros (doados para uma instituição), poderão surgir balcões de buffet e pratos variados, ambos para matarem a fome e proporcionarem as tradicionais sobremesas dos conchavos legiferantes.
Segundo informações da "rádio corredor" as bibliotecárias já estão atrasadas na confecção do féretro que alojará os livros. A biblioteca, que sempre recebe muitas visitas diárias, se resumirá num espaço de acervo digital.
Não acredito que o Palácio Barriga Verde, com tantos locais amplos e com uma reforma prevista de ampliação, não
dará o devido tratamento aos livros que conseguiu adquirir e conservar até hoje. Tudo bem que o Centro de Memória do Poder Legislativo faz um excelente trabalho gerenciador do acervo histórico permanente, com documentos desde 1834, mas o acervo jurídico e sociológico impresso, hoje disponível e bastante consultado, não poderá ser tratado como entulho.
Nenhum(a) deputado(a), sensível à cultura, pedirá um aparte neste triste e anunciado fim?
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6 de abr. de 2009
1 de abr. de 2009
Votação Código Ambiental: O trator x o nariz (VII)
Apesar de graciosa, a manifestação dos chamados "ambientalistas" contra a aprovação do Código Ambiental foi amadora, para dizer o mínimo, perto da mobilização feita pelo setor agrícola, incluindo aí uma massa de pequenos e médios agricultores e alguns grandes produtores.
Ocesc, Fetaesc e Faesc mobilizaram alguns milhares de cidadãos catarinenses, montaram uma estrutura de fazer inveja a qualquer central sindical urbana. Vai levar alguns anos para outro movimento fazer uma agitação semelhante.
Enquanto isso, quem era contra o projeto se comportou como estudantes "caras-pintadas". Usaram nariz de palhaço, mas não conseguiram reunir sequer uma centena de pessoas. Alguns especialistas e estudiosos no assunto preferiram a manifestação eletrônica, através de e-mails ou correntes repetitivas e escritas pela mesma pessoa.
O lobby da agricultura foi mais eficiente e avassalador. Contou ainda com toda a estrutura do governo do Estado, patriarca do código, e a pressão política de secretários de Estado, como os ex-deputados Antonio Ceron (Agricultura e Desenvolvimento Rural) e Onofre Agostini (Desenvolvimento Econômico Sustentável). Lugar-comum, a metáfora do trator nunca foi tão apropriada.31 de mar. de 2009
Votação Código Ambiental: Titon se destaca (VI)
Ao contrário do que o presidente da Casa tentou esconder, a votação de hoje, a mais importante do ano, teve Titon como grande vencedor. Ficou bem entre os grandes produtores, principais interessados, e os pequenos e médios agricultores.
Pela sua atuação fiel ao partido ao longo dos anos, dar-lhe a Presidência da CCJ pela segunda vez consecutiva e a possibilidade de avocar a relatoria de pauta tão importante, foi um reconhecimento merecido. Assim ele teve a chance de abraçar, com competência, a autoria virtual e moral do projeto e ganhar todos os holofotes através da imprensa estadual e, principalmente, regional.
Votação Código Ambiental: projeto é aprovado (V)
O PL ganhou 31 votos favoráveis e 7 abstenções (clique na foto para ampliar). Dois deputados da base não estavam no momento da votação. Agora só depende da sanção do governador.
Votação Código Ambiental: Últimas tratativas (IV)
Greve dos municipários
Os servidores públicos da Prefeitura de Florianópolis acabam de decidir, em assembleia organizada pelo Sintrasem, greve por tempo indeterminado a partir de 2 de abril.
Votação Código Ambiental: Jorginho fala aos agricultores (III)
Deputado Jorginho Mello, presidente da Assembléia Legislativa, fez discurso diante de agricultores e produtores no grande acampamento armado na Praça Tancredo Neves. Disse que ainda está trabalhando para construir a aprovação unânime dos 40 deputados. O resultado da votação, contemporizou, não pode ter perdedores (os ambientalistas, no caso) e vencedores (os agricultores, por exclusão).
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