Por volta das 10h20min, o famoso e controvertido blogueiro Mosquito foi preso pelos policiais da Assembleia Legislativa. O movimento da prisão é chamar do governador recém-empossado, Leonel Pavan (PSDB), de "bandido".
Nesse momento, ele está trancado na sala da Guarda da PM da Alesc, esperando uma viatura para conduzi-lo à delegacia. A ordem de prisão partiu do delegado-geral da Polícia Civil,o também tucano Maurício Eskudlark.
Cabeçalho 1
25 de mar. de 2010
24 de mar. de 2010
Abono dos militares: um parto complicado
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| "Parto no Cortiço", de Ricardo Lobo. Xilogravura (40cm x 30cm). Premiada no Salão do Centro Cultural Brasil/EUA, Santos. 1992 |
Assim como a renúncia e a sucessão de seu governo, Luiz Henrique da Silveira tratou a concessão do abono de R$ 2 mil reais para oficiais da pior forma possível. Está sendo um parto complicado demais: negociações cheias de idas e vindas, muitos mistérios e quase nenhuma informação concreta. Boatos também não faltaram.
Ainda em dezembro do ano passado, a Secretaria da Fazenda arquivou processo da Secretaria de Segurança Pública que pedia a concessão do abono. O motivo? Falta de recursos em caixa. Não seria dessa vez que o governo iria parir a criança.
Numa conta simples, o abono para 1.140 oficias da Polícia Militar e do Corpo de Bombeiros, da ativa e da reserva, representaria um acréscimo de R$ 2.280.000,00.
A esperança do oficialato estava com o próprio governador, que prometera, no final do ano passado, reajuste para março desse ano.
O sexo da criança
Do ano passado até hoje, nos corredores do Centro Administrativo, da Assembleia Legislativa e dos quartéis circularam muitas versões dos valores de abonos: R$ 2 mil para os oficiais e R$ 500 para os praças; R$ 2 mil para coronéis e diminuindo o valor até R$ 250 para soldados; e, a última, R$ 2 mil para oficias, divididos em oito vezes, e R$ 250 para praças, em uma única etapa.
Para os praças, os comandantes, naquele tom paternal, argumentavam que eles iriam levar vantagem com essa fórmula, pois a quantia a ser recebida vai ser paga à vista, em apenas uma parcela, enquanto a bolada dos oficias vai ser dividida em oito vezes (!).
Houve ainda boatos de que o abono seria pago somente em outubro de 2010 ou julho de 2011.
Desgosto
Da forma que for paga e a quantidade que chegar vai representar um "cala boca" para a categoria, que almeja paridade com os delegados da Polícia Civil.
Isso quer dizer que, mesmo recebendo o dinheiro, o oficialato ainda vai ficar em desgosto. É um dos poucos casos que uma categoria fica triste com aumento salarial. O estrago moral e o abatimento político já está feito.
A explicação é a seguinte: a Polícia Militar (leia-se, os oficiais) está se sentindo uma instituição de segunda categoria, pois recebeu tratamento de terceira. (É como aquela moça solteira, abandonada pelo namorado, que dá a luz à uma criança no corredor de um hospital público sucateado.) Enquanto a Polícia Civil (leia-se, os delegados) receberam o abono ainda em novembro passado.
Não quero
A repulsa é tão grande que um coronel da reserva chegou a remeter carta ao governador abrindo mão do abono. Escreveu o coronel Carlos Hugo Stockler de Souza:
(...)
Assim procedo in memoriam à estirpe, dos inesquecíveis empedernidos e altivos camaradas da antiga Força Pública. Oficiais como um Lopes Veira que ante a negação de um pedido de calçados para a tropa deixou recado ao governador que desfilaria com ele a testa da tropa descalços pelo centro da Capital.
(...)
Macular todo este histórico quebrando a altivez de uma classe com miseras prestações é nos relegar a condição de MERCENÁRIOS de uma sociedade.
(...)
Sua maestria maquiavélica priorizando a Policia Civil concedendo-lhe de imediato o merecido abono em detrimento á nossa PM bem mais antiga, tem sentido justificável no conceito da atual desprestigiada e chã política.
(...)
No clã civil moram votos que não se calam não forem suas reivindicações atendidas. Já na PM a mordaça da hierarquia lhe garante a imunidade de quaisquer manifestações contrarias.
Comando
Em março, os coronéis Celso Dorian de Oliveira, chefe do Estado-maior, e Marlon Teza, presidente da Acors, circularam pelos corredores da Assembleia Legislativa para buscar apoio. Ambos, além dos coronéis Luiz da Silva Maciel (subcomandante) e Fernando Rodrigues de Menezes (ajudante-geral), estão muito interessados em ver os abonos em vigor. Primeiro porque contribui financeiramente com a vida do oficialato e de suas próprias, e, segundo, porque querem ser o "pai da criança" e se cacifarem para assumir o comando-geral da PM. O atual titular do cargo não se apresentou.
Seja como for, venha como vier, na quinta-feira (25), essa criança, vítima de um parto retardado, pode até ganhar um pai biológico, mas vai viver como uma enjeitada - e sofrer muita rejeição.
Lei da Anistia causa 'mau súbito' no Comandante
Essa é uma obra de ficção. Qualquer semelhança com nomes, datas e acontecimentos reais é mera coincidência.
Coronel Eliésio recua
Em entrevista à Rádio CBN-Diário, o tenente-coronel Newton Ramlow, comandante do 4º Batalhão, afirmou que a decisão de impedir a participação das torcidas organizadas no clássico do próximo final de semana vai ser revista pelo comandante-geral da Polícia Militar. O motivo é a pressão das torcidas do Avaí e Figueirense. Na semana passada, o coronel Eliésio Rodrigues havia proibido as organizadas. Questionado pelo jornalista Mário Motta se a PM tem condições de fazer a segurança do clássico, Ramlow respondeu: "Já somos doutores em fazer a segurança em jogos entre Avaí e Figuerense".
Então tá.
Então tá.
23 de mar. de 2010
Luiz Henrique solitário
O governador Luiz Henrique da Silveira está encurralado. No ocaso de seu governo, está sozinho. Dentro de seu próprio partido ninguém o escuta mais. Para implodir a candidatura própria do PMDB, lançou o neonato peemedebista Dário Berger - aquele que de vez em quando governa Florianópolis.
Abre parêntese. Seu intento é manter a tríplice aliança (DEM, PSDB e PMDB) para facilitar sua candidatura ao Senado Federal. Com os Democratas na cabeça da chapa majoritária. Esse é o acordo acertado no passado - não muito distante - entre ele e Jorge Bornhausen. Fecha parêntese.
Mas boa parte do partido não gostou da atitude. Aliás, boa parte do partido não gosta de Berger. A começar pelo presidente, o ex-governador Eduardo Pinho Moreira, e o secretário-geral, deputado Renato Hinnig
Maior partido de SC e do país, o PMDB não admite não ter candidatura própria no Estado. E Pinho Moreira, depois de esquentar a cadeira da governância por alguns meses, quer voltar ao posto.
O apoio à Dário Berger é uma faca de dois gumes. Por um lado, LHS reforça sua batalha para implodir as prévias e a candidatura própria, mas, por outro, joga o PMDB nos braços da presidencíável Dilma Rousseff. Luiz Henrique já declarou antecipadamente apoio à José Serra - uma forte demonstração de apreço aos outros grandes partidos da tríplice. Mas Dário está de mãos dadas com o PT nacional da mesma forma que Pinho Moreira. Ou seja, joga com Dário para manter a tríplice, mas acaba deixando o PT nacional como única alternativa do PMDB catarinense.
Seu plano de manter a tríplice e se consagrar como candidato a senador mais votado do Estado está fazendo água. Primeiro porque seu próprio partido o desafia com o lançamento da pré-candidatura ao Senado do ex-governador Paulo Afonso, que também é aliado do governdo federal.
Segundo porque com a debandada do DEM, que não encontrou garantias de apoio no PMDB e no PSDB à candidatura majoritária de Raimundo Colombo, foi lançada a candidatura à senador do empresário e comunicador César Souza, o Pai - que já foi um dos deputados mais votados. Por fim, há ainda os candidatos da oposição: Cláudio Vignatti (PT) e Esperidião Amin (PP).
Duas vagas e cinco fortes concorrentes.
Toda essa complicação pode fazer LHS desistir do Senado.
Nos corredores da Assembleia Legislativa, escuta-se a história de que o presidente da Câmara dos Deputados e do diretório nacional do PMDB, deputado Michel Temer, ofereceu uma saída honrosa para Luiz Henrique. Lhe entrega um ministério, ele desiste da candidatura ao Senado e acaba apoiando a candidata do presidente Lula, da qual Temer quer ser vice.
Mais: com a previsão de deixar o governo no dia 24 de março, antes do julgamento do vice Leonel Pavan, marcado para o dia 30, Luiz Henrique pode afrontar o Judiciário. Com essa manobra, o processo é remetido imediatamente ao Supremo Tribunal Federal, pois Pavan assume a condição de governador titular. Assim, paga a dívida que tem com Pavan, que ajudou em sua absolvição no julgamento de 2008, mas desacata o Judiciário catarinense.
São tempos difícis para Luiz Henrique - que durante sete anos e três meses comprou novos aliados e traiu antigos amigos e agora se vê com dificuldades em conquistar uma vaga no Senado.
Abre parêntese. Seu intento é manter a tríplice aliança (DEM, PSDB e PMDB) para facilitar sua candidatura ao Senado Federal. Com os Democratas na cabeça da chapa majoritária. Esse é o acordo acertado no passado - não muito distante - entre ele e Jorge Bornhausen. Fecha parêntese.
Mas boa parte do partido não gostou da atitude. Aliás, boa parte do partido não gosta de Berger. A começar pelo presidente, o ex-governador Eduardo Pinho Moreira, e o secretário-geral, deputado Renato Hinnig
Maior partido de SC e do país, o PMDB não admite não ter candidatura própria no Estado. E Pinho Moreira, depois de esquentar a cadeira da governância por alguns meses, quer voltar ao posto.
O apoio à Dário Berger é uma faca de dois gumes. Por um lado, LHS reforça sua batalha para implodir as prévias e a candidatura própria, mas, por outro, joga o PMDB nos braços da presidencíável Dilma Rousseff. Luiz Henrique já declarou antecipadamente apoio à José Serra - uma forte demonstração de apreço aos outros grandes partidos da tríplice. Mas Dário está de mãos dadas com o PT nacional da mesma forma que Pinho Moreira. Ou seja, joga com Dário para manter a tríplice, mas acaba deixando o PT nacional como única alternativa do PMDB catarinense.
Seu plano de manter a tríplice e se consagrar como candidato a senador mais votado do Estado está fazendo água. Primeiro porque seu próprio partido o desafia com o lançamento da pré-candidatura ao Senado do ex-governador Paulo Afonso, que também é aliado do governdo federal.
Segundo porque com a debandada do DEM, que não encontrou garantias de apoio no PMDB e no PSDB à candidatura majoritária de Raimundo Colombo, foi lançada a candidatura à senador do empresário e comunicador César Souza, o Pai - que já foi um dos deputados mais votados. Por fim, há ainda os candidatos da oposição: Cláudio Vignatti (PT) e Esperidião Amin (PP).
Duas vagas e cinco fortes concorrentes.
Toda essa complicação pode fazer LHS desistir do Senado.
Nos corredores da Assembleia Legislativa, escuta-se a história de que o presidente da Câmara dos Deputados e do diretório nacional do PMDB, deputado Michel Temer, ofereceu uma saída honrosa para Luiz Henrique. Lhe entrega um ministério, ele desiste da candidatura ao Senado e acaba apoiando a candidata do presidente Lula, da qual Temer quer ser vice.
Mais: com a previsão de deixar o governo no dia 24 de março, antes do julgamento do vice Leonel Pavan, marcado para o dia 30, Luiz Henrique pode afrontar o Judiciário. Com essa manobra, o processo é remetido imediatamente ao Supremo Tribunal Federal, pois Pavan assume a condição de governador titular. Assim, paga a dívida que tem com Pavan, que ajudou em sua absolvição no julgamento de 2008, mas desacata o Judiciário catarinense.
São tempos difícis para Luiz Henrique - que durante sete anos e três meses comprou novos aliados e traiu antigos amigos e agora se vê com dificuldades em conquistar uma vaga no Senado.
Em Tangará, 13 PMs vão à julgamento
O Tribunal do Júri de Tangará realiza na próxima segunda-feira, dia 29, com início às 9 horas, o julgamento de 13 polícias militares - acusados de tentativa de homicídio praticado contra Moacir Gomes dos Campos e por homicídio qualificado consumado contra Jair de Andrade.
Segundo a acusação, no dia 26 de março de 1996, por volta das 23h, na localidade de Linha Pasqual, em Ibiam, os denunciados, motivados pelo homicídio do colega, soldado Júlio Henrique Ribeiro, tentaram matar Moacir, pensando que este era Jair, que respondia pelo crime. Percebendo o equívoco e, após render Jair, passaram a agredi-lo violentamente. Os policiais teriam-no executado, após perder os sentidos, o que o impossibilitou de qualquer ato defensivo.
A sessão do júri, em razão da quantidade de réus e do pequeno espaço físico existente no fórum, será realizada no Centro Educacional Pe. Trudo Plessers, na cidade de Pinheiro Preto.
Este é o segundo julgamento do caso. O primeiro foi anulado pelo Tribunal de Justiça, uma vez que os magistrados entenderam que os jurados julgaram o caso contrariamente às provas dos autos.
Segundo a acusação, no dia 26 de março de 1996, por volta das 23h, na localidade de Linha Pasqual, em Ibiam, os denunciados, motivados pelo homicídio do colega, soldado Júlio Henrique Ribeiro, tentaram matar Moacir, pensando que este era Jair, que respondia pelo crime. Percebendo o equívoco e, após render Jair, passaram a agredi-lo violentamente. Os policiais teriam-no executado, após perder os sentidos, o que o impossibilitou de qualquer ato defensivo.
A sessão do júri, em razão da quantidade de réus e do pequeno espaço físico existente no fórum, será realizada no Centro Educacional Pe. Trudo Plessers, na cidade de Pinheiro Preto.
Este é o segundo julgamento do caso. O primeiro foi anulado pelo Tribunal de Justiça, uma vez que os magistrados entenderam que os jurados julgaram o caso contrariamente às provas dos autos.
22 de mar. de 2010
Como escreve o nome do governador? Os Democratas não sabem
Depois de sete anos juntos, DEM e PMDB, os Democratas ainda não aprenderam a escrever o nome do governador. Na nota pública do partido, o primeiro nome do mandatário peemedebista é escrito com S e com Z:
(...)
1. Em 2006 foi formada a denominada “poli-aliança” em Santa Catarina ,visando apoiar Geraldo Alckmin (PSDB) e José Jorge (PFL atual DEM) para Presidente e vice, Luiz Henrique da Silveira (PMDB) e Leonel Pavan (PSDB) para Governador e vice, e Raimundo Colombo (PFL atual DEM) para o senado;
(...)
3. Em 2009, por iniciativa e liderança do Governador Luis Henrique, os três maiores partidos da “polialiança” e os quatro postulantes a uma candidatura comum a Governador passaram a se reunir, ficando decidido que se não fosse conseguido o consenso, no início de 2010 seria fixado um critério para que a escolha recaísse naquele que viesse a ter as melhores condições de vitória, daí se definindo a chapa majoritária;
Em tempo: o correto é Luiz Henrique da Silveira.
(...)
1. Em 2006 foi formada a denominada “poli-aliança” em Santa Catarina ,visando apoiar Geraldo Alckmin (PSDB) e José Jorge (PFL atual DEM) para Presidente e vice, Luiz Henrique da Silveira (PMDB) e Leonel Pavan (PSDB) para Governador e vice, e Raimundo Colombo (PFL atual DEM) para o senado;
(...)
3. Em 2009, por iniciativa e liderança do Governador Luis Henrique, os três maiores partidos da “polialiança” e os quatro postulantes a uma candidatura comum a Governador passaram a se reunir, ficando decidido que se não fosse conseguido o consenso, no início de 2010 seria fixado um critério para que a escolha recaísse naquele que viesse a ter as melhores condições de vitória, daí se definindo a chapa majoritária;
Em tempo: o correto é Luiz Henrique da Silveira.
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