Depois de sete anos juntos, DEM e PMDB, os Democratas ainda não aprenderam a escrever o nome do governador. Na nota pública do partido, o primeiro nome do mandatário peemedebista é escrito com S e com Z:
(...)
1. Em 2006 foi formada a denominada “poli-aliança” em Santa Catarina ,visando apoiar Geraldo Alckmin (PSDB) e José Jorge (PFL atual DEM) para Presidente e vice, Luiz Henrique da Silveira (PMDB) e Leonel Pavan (PSDB) para Governador e vice, e Raimundo Colombo (PFL atual DEM) para o senado;
(...)
3. Em 2009, por iniciativa e liderança do Governador Luis Henrique, os três maiores partidos da “polialiança” e os quatro postulantes a uma candidatura comum a Governador passaram a se reunir, ficando decidido que se não fosse conseguido o consenso, no início de 2010 seria fixado um critério para que a escolha recaísse naquele que viesse a ter as melhores condições de vitória, daí se definindo a chapa majoritária;
Em tempo: o correto é Luiz Henrique da Silveira.
Cabeçalho 1
22 de mar. de 2010
18 de mar. de 2010
O PMDB sangra em público
Durante a sessão da manhã de quinta-feira 18, deputados do PMDB e PSDB na Assembleia Legislativa se uniram para atacar o secretário de Desenvolvimento Regional da Grande Florianópolis, Valter Gallina, do PMDB. Renato Hinnig (PMDB) foi o primeiro a levantar a bola, acusando Galina de usar a secretaria para atender "apenas aqueles que lhe são simpáticos".
Ex-vereador, José Natal (PSDB) reclamou que os deputados da Grande Florianópolis não são convidados para as atividades na região, como ele próprio, Hinnig e Marcos Vieira (PSDB). "Quem não manda é o governador, quem manda é o secretário", disparou.
O líder peemedebista na Alesc, Antônio Aguiar, reforçou o ataque e continuou os disparos. "Os senhores podem ficar calmos que Galina sai até o final do mês", disse sorrindo.
Ex-vereador, José Natal (PSDB) reclamou que os deputados da Grande Florianópolis não são convidados para as atividades na região, como ele próprio, Hinnig e Marcos Vieira (PSDB). "Quem não manda é o governador, quem manda é o secretário", disparou.
O líder peemedebista na Alesc, Antônio Aguiar, reforçou o ataque e continuou os disparos. "Os senhores podem ficar calmos que Galina sai até o final do mês", disse sorrindo.
17 de mar. de 2010
O jogo do faz-de-conta
Por Celso Vicenzi, do site Acontecendo Aqui
Como ficou demonstrado após o recente tiroteio na Avenida Beira Mar Norte, em Florianópolis, as autoridades e a polícia podem dominar as gangues do tráfico, se assim desejarem. O Executivo, o Judiciário e o Parlamento dispõem de meios para isso. As autoridades de segurança e a polícia possuem inteligência, equipamentos e profissionais qualificados. Sabem onde estão a droga e os traficantes. É só subir os morros ou locais do tráfico e recolher armas, prender os criminosos e apreender boa parte da droga. E se fizerem um cerco aos acessos estratégicos, asfixiam financeiramente o comércio da droga, pois os traficantes não terão para quem vender. Claro que, ao mesmo tempo, deveriam implementar políticas públicas para dar oportunidades a jovens que são cooptados pelo tráfico porque têm poucas perspectivas no mundo do trabalho (falta educação, falta lazer, falta formação profissional, faltam moradias decentes, faltam políticas públicas, falta uma vida digna).
Então por que não fazem? Este é um segredo a que poucas pessoas têm acesso, mas a conclusão é óbvia: a venda de armas e drogas são dois dos três negócios mais lucrativos no mundo (o outro é a prostituição/tráfico de pessoas). Alguns dos cidadãos mais influentes e ricos, em todas as principais cidades, têm negócios de fachada, mas ganham dinheiro mesmo é com drogas e venda de armas para criminosos. Algumas autoridades, no mundo todo, são muito bem pagas para fechar os olhos. Os traficantes não são apenas esses jovens, geralmente sem escolaridade, que estão na periferia das cidades. Estes distribuem as drogas e correm todos os riscos. Quando não são mortos, acabam presos. Os maiores traficantes, no entanto, estão em postos-chaves da sociedade, ocupando cargos importantes ou desviando parte da fortuna ganha ilicitamente em negócios legalizados. Isso tem nome: lavagem de dinheiro. E explica muitas grandes fortunas, às vezes, surgidas da noite para o dia - ou vice-versa.
O enfrentamento entre a polícia e os traficantes, muitas vezes não passa de um faz-de-conta, embora muitos policiais, honestos, desejam efetivamente combater o tráfico e impor a lei. Às vezes, quando algumas gangues passam dos limites estabelecidos e trocam tiros na Beira Mar Norte, isto passa a ser inadmissível. E aí a polícia mostra, rapidamente, toda a sua eficiência. Sim, porque a violência entre as gangues é tolerada, desde que circunscrita à periferia. Dito de modo mais grosseiro: pobre morrer – até por bala perdida – é aceito, mas essa mesma violência em bairros de classe média ou alta, correndo o risco de atingir pessoas mais “importantes”, é intolerável. Em Florianópolis, pelo menos, ainda é (há cidades brasileiras em que esse limite já não é tão claro). Nesses momentos, a pronta reação da polícia, como aconteceu, com a apreensão de um grande arsenal de armas (submetralhadoras, pistolas, coletes à prova de bala e munição) é a prova de que o tráfico não é assim tão inexpugnável. Fica claro que se as autoridades quiserem é possível diminuir substancialmente a violência a que são submetidos boa parte dos cidadãos. No entanto, o discurso de parte das autoridades e da mídia, tentando convencer a sociedade, é de que é impossível acabar com a violência e o tráfico. Talvez seja impossível acabar com o tráfico de drogas, mas é possível diminuir essa absurda violência. Para que isso aconteça, nossas autoridades, em todos os escalões e poderes, teriam que enfrentar pessoas muito mais poderosas do que crianças, adolescentes e jovens de bermuda e chinelo, armados nas periferias das grandes cidades. Será que desejam?
Kuhlmann pede demissão de Benedet 2
Transcrevo trecho de notícia publicada no Portal Alesc:
O parlamentar afirmou que a exoneração do secretário é a “única solução viável” para os problemas do setor. De acordo com o deputado, a interdição do Presídio Regional de Blumenau foi a gota d’água para a situação. “A postura que o secretário assumiu é absurda. Ele não respeita nem as ordens de seu governador. Quando não existe mais a condição de debate, de conversa, a solução é a exoneração.” O Presídio Regional de Blumenau foi interditado ontem à noite, pelo juiz-corregedor Edson Marcos de Mendonça, titular da 3ª Vara Criminal. A partir de hoje, a unidade não pode mais receber novos detentos. A entrada de um novo preso só será feita quando um dos 761 detentos sair por cumprimento de pena ou ordem judicial.
Kuhlmann ainda ironizou o comentário que o diretor-interino do Departamento de Administração Prisional (Deap), Alexandre Brum, fez à imprensa em relação ao assunto. “Ele disse que ainda não tinha sido notificado. Não consigo entender. O local convive com a superlotação e a falta de efetivo e de automóvel há muito tempo e ele desconhece a situação?”
Questionado sobre o pedido, o líder do governo, deputado Elizeu Mattos (PMDB), preferiu não comentar o assunto.
Kuhlmann pede demissão de Benedet
Com a interdição do Presídio Regional de Blumenau desde esta madrugada, o deputado Jean Kuhlmann (DEM), um dos representantes da região, fez um duro pronunciamento pedindo a exoneração imediata do secretário de Segurança Pública Ronaldo Benedet. O pedido foi feito publicamente na terça-feira 17, através da TVAL.
Além de questionar a competência do secretário, o deputado está defendendo, indiretamente, uma posição de seu partido. Benedet é concorrente direto do secretário de Desenvolvimento Econômico Sustentável, Onofre Agostini, a uma vaga na Câmara dos Deputados.
Não é a primeira vez que Kuhlmann critica Benedet. Os ataques têm sido sistemáticos e - agora - sintomáticos.
Além de questionar a competência do secretário, o deputado está defendendo, indiretamente, uma posição de seu partido. Benedet é concorrente direto do secretário de Desenvolvimento Econômico Sustentável, Onofre Agostini, a uma vaga na Câmara dos Deputados.
Não é a primeira vez que Kuhlmann critica Benedet. Os ataques têm sido sistemáticos e - agora - sintomáticos.
16 de mar. de 2010
[vídeo] Prédio Secretaria de Segurança Pública é roubado
Ainda bem que não roubaram os dados estatísticos, senão Santa Catarina se transformaria, automaticamente, no local mais seguro do mundo.
[foto] Protesto de professores lota galeria da Alesc
Foto: Eudardo Guedes de Oliveira / Divulgação Alesc
Os professores da rede pública estadual, em protesto realizado nacionalmente, conseguiram lotar as galerias da Assembleia Legislativa. Também ganharam 10 minutos para se pronunciar na tribuna. Joaninha de Oliveira, coordenadora estadual do Sinte/SC, fez uma dura crítica ao governo.
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