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18 de jun. de 2009

Confronto entre Polícia Militar e Polícia Civil II

O Blog de Milton Barão, de Lages, oferece informações mais detalhadas sobre o confronto entre as Polícias Militar e Civil.

Alguns trechos trechos:

Sala 3301

Por volta de 18h30min começou a reunião entre o alto clero da Policia Civil e a Policia Militar de SC, sem a presença do Bispo, evidentemente. O delegado Bada chegou por volta das 19h, pois estava em viagem. O local neutro foi a sala 3301 da Uniplac, que fica no último andar do segundo bloco, portanto, bem longe de olhares curiosos.

Nervoso

De um lado o Comandante Geral da PM, Coronel Eliézio Rodrigues, extremamente nervoso e irritado até com as perguntas do repórter da TV Araucária, Lucas Neves. Chegou a dizer que Lucas estava forçando nas perguntas, mas que seria instaurado um IPM (Inquérito Policial Militar).

Acusações

Enquanto no interior da sala se ouvia boas gargalhadas, do lado de fora muitos comentários e acusações como: usurpação de função, veículos descaracterizados, extorsão de empresários, enriquecimento ilícito, caça-níqueis, receptação, chefe de tráfico e até roubo de gado, que estaria dentro de um dos veículos envolvidos.

Imprensa

Eram tantas as informações que tanto o Joel Micuim, o Jones Paulo e o Lucas Neves tiveram de se retirar do local para acabar não sendo envolvidos.

Golpe contra os jornalistas

As famílias Sirotsky (RBS), Marinho (Globo), Frias (Folha), Civita (Grupo Abril), Mesquita (Grupo Estado), Petrelli (RIC), Magalhães (Rede Bahia), Sarney (Mirante), Collor de Mello, Quércia, Igreja Universal (Record), enfim, os proprietários dos meios de comunicação, os barões da mídia e os picaretas de plantão, vão fazer muita festa nos próximos dias com a decisão do Supremo Tribunal Federal de considerar inconstitucional a exigência de diploma para o exercício da profissão de jornalista.

O STF acabou com uma regulamentação que durava 40 anos e, de quebra, fragilizou a organização sindical e a organização da categoria.

O relator ministro Gilmar Mendes, aquele que mandou soltar Daniel Dantas duas vezes depois que a polícia prendeu, apresentou voto pela inconstitucionalidade da obrigatoriedade do diploma, depois que o Sindicato das Empresas de Rádio e Televisão do Estado de São Paulo (Sertesp) e o Ministério Público Federal (MPF) apresentaram Recurso Extraordinário.

Apesar da regulamentação ser através do Decreto-Lei 972/1969, da época da ditadura, era uma conquista social de muitos anos de luta. O mesmo STF derrubou a Lei da Imprensa, que apesar de seu anacronismo, ainda mantinha algumas garantias e regulamentações. Hoje os donos dos meios de comunicação estão livres para fazer o que bem entender.

Reproduzo um trecho de nota da Federação Nacional dos Jornalistas:

"Desde o I Congresso Brasileiro de Jornalistas, em 1918, no Rio de Janeiro, quando pela primeira vez reivindicaram o estabelecimento de um curso específico de nível superior para a profissão, os jornalistas brasileiros vêm lutando pelo direito a uma regulamentação que garanta o mínimo de qualificação profissional àqueles que pretendam trabalhar como jornalistas."

Se você acha que a imprensa hoje em dia vai mal, pode esperar, vai ficar pior. A desorganização sindical, o aviltamento de salários, a desregulamentação geral e a queda de qualidade serão as principais consequências da decisão.

17 de jun. de 2009

Confronto foi apenas "desentendimento"

O coronel Ernesto José da Silva, comandante da 2ª Região de Polícia Militar, de Lages, confirmou a ocorrência de um "desentendimento", sem troca de tiros, apenas um bate boca. Ele informou ainda que a cúpula está reunida, com a presença do comandante geral, para "lavar a roupa suja em casa".

Confronto entre Polícia Militar e Polícia Civil

O nível de agudização entre a Polícia Militar e Polícia Civil chegou a ponto de enfrentamento armado. Em Lages, um delegado abordou uma viatura descaracterizada (ocupada por policiais do serviço reservado) e não aceitou suas identificações funcionais. Pelo lado dos PMs, eles chamaram reforço e receberam 19 policiais. O delegado também chamou reforço e chegaram 15 policiais.

O resultado foi o confronto armado entre os agentes da segurança pública. Mais informação em breve.

O comandante da Polícia Militar, coronel Eliésio Rodrigues, e o chefe da Polícia Civil, delegado Maurício Eskudlark, estão se dirigindo ao local.

16 de jun. de 2009

De vigília em vigília

Desde ontem, segunda-feira 15, o comandante geral da Polícia Militar, o Estado Maior, ex-comandantes e coronéis da ativa e reserva estão em vigília, ou assembléia permanente, para serem compensados pelo governador. Não querem ser esquecidos diante da iminente possibilidade de conquista salarial e de carreira para os delegados da Polícia Civil.

Estes, por sua vez, fincaram o pé na Assembléia Legislativa. E fazem, do seu modo, também uma espécie de vigília.

A Aprasc completou hoje 161 dias de vigília para ver cumprir a tão sonhada justiça salarial entre a base e a cúpula da segurança pública. Não se tem notícia no Estado de movimento reivindicatório tão duradouro.

Reno enólogo


Deputado Reno Caramori (PP) apresenta sua coleção particular de vinhos guardados em seu gabinete.

Foto: Alberto Neves / Divulgação Aprasc

Vigília dos delegados na Alesc: governo ainda segura projeto



Mais de 50 agentes da Polícia Civil, destacadamente os delegados, estiveram no hall da Assembléia Legislativa no começo da manhã de segunda-feira (15) até o final da tarde . Liderados pela presidente da Associação de Delegados de Polícia de Santa Catarina (Adepol/SC), delegada Sonêa Neves, os policiais aguardam o protocolo oficial do plano de carreira da categoria.

É uma espécie de vigília, igual aquela que a Aprasc realizada na Praça Tancredo Neves há quase 150 dias. Foi uma oportunidade para a delegada conceder entrevista para os meios de comunicação da Assembléia, entre eles, a TVAL.

Os delegados e alguns representantes do Sintrasp trataram de percorrer os gabinetes parlamentares para conquistar apoio ao projeto do Plano de Carreira da Polícia Civil. A sala da liderança do PMDB foi a mais concorrida e onde a cúpula da PC ficou mais tempo.

A vigília não funcionou. Mesmo com a presença do secretário da Segurança Pública, Ronaldo Benedet, que também esteve na Casa, o pleito da categoria não foi protocolado.

Enquanto isso, os coronéis insurigaram em reunião no quartel do Comando Geral. O jornalista Moacir Pereira acompanhou, quase minuto a minuto, a movimentação do oficialato. Escreveram nota, tentaram se reunir com o governador e chegou a se cogitar, novamente, a entrega dos principais cargos da Polícia Militar. O governo acenou com uma comissão integrada por quatro secretarias (Administração, Coordenação e Articulação, Fazenda e Segurança Pública e Defesa do Cidadão) para discutir os salários da segurança pública.