Cabeçalho 1

11 de mar. de 2009

Mais um escândalo na Polícia Militar

O coronel Marlon Teza, presidente da Acors (associação de oficiais), tem mais um concorrente para o posto de comando geral da Polícia Militar de Santa Catarina. Além do coronel João Botelho, chefe da Casa Militar do Executivo, ele vai ter que encarar o midiático tenente-coronel Newton Ramlow, comandante do 4º Batalhão da PM (Florianópolis).

Em vídeo divulgado pelo deputado Sargento Soares, diretamente do Plenário, o ex-major assume sua condição de pré-candidato a comandante geral da PM, em um futuro e (im)provável governo de Dário Berger, é claro.

Essa declaração, e outra perólas, em especial o pedido de voto descarado para o prefeito de Florianópolis, em pleno quartel, diante de seus subordinados, tornou-se pública hoje e gerou um intenso debate na Assembléia Legislativa.

O jornalista Cesar Valente considerou a denúncia umas das mais graves dos últimos tempos. Pode ser. Digo mais: é mais uma denúncia que afeta a segurança pública no Estado, e mais precisamente a Polícia Militar, dentro de incontáveis escândalos da área nos últimos seis anos do governo Luiz Henrique da Silveira. Como o caso em que a cúpula da segurança estadual foi abordada por uma força tarefa do Ministério Público e da Polícia em um puteiro de Joinville; e as fugas cinematográficas no Cadeião do Estreito.

Teza, que está para assumir a Corregedoria da PM por seu perfil linha dura, vai encontrar um candidato, que apesar da força midiática, parece que acaba de perder uma oportunidade de ficar calado e disputar o comando em igualdade com outros pretendentes. Agora é um candidato natimorto.

10 de mar. de 2009

Muito trabalho para os deputados

O governo do Estado produziu 44 proposições para apresentar à Assembléia Legislativa depois de discutir com a bancada governista em reunião realizada no dia 2 de março na Casa D'Agronômica. Alguns desses projetos serão abandonados antes mesmo de tramitar no Legislativo. Outros são de pequena relevância, enquanto alguns ainda vão gerar muito debate.

Entre as 44 proposições, 27 tratam de transferência e doação de imóveis, no âmbito da Secretaria da Administração, para a construção de órgãos governamentais (como a construção de quartéis, delegacias e sedes de centros administrativos regionais) e de entidades privadas.

Um caso curioso é o projeto que autoriza a concessão de imóvel, no mirante da Serra do Rio do Rastro (em Bom Jardim da Serra), para instalação de uma lanchonete e lan house, com a devida licitação para ocupação e exploração, ressalta o relatório do governo.

Há ainda projetos para a concessão de imóveis públicos para a construção do centro cultural da Aliança Francesa; construção de um complexo maçônico, na SC-401; e construção de três clínicas para a Abepom (Associação Beneficiente dos Militares Estaduais).

Na área da Educação, dois projetos prometem polêmica: a municipalização do Ensino Fundamental e Infantil da rede pública estadual. Se não for bem encaminhado e negociado, os sindicatos dos professores certamente vão se posicionar contra. Um terceiro pretende disciplinar a admissão de pessoal por tempo determinado.

O governo também pretende mexer no quadro de pessoal da Secretaria da Fazenda, através dos projetos de criação do cargo de analista e a criação do mecanismo de acordo de resultados para a carreira de auditor fiscal, ambos do Tesouro Estadual - peça já bastante comentada na imprensa.

A Secretaria do Desenvolvimento Econômico e Sustentável apresenta projeto que institui a "Política Estadual sobre Mudanças Climáticas e Desenvolvimento Sustentável de Santa Catarina" - promessa feita depois da calamidade que atingiu o Vale do Itajaí.

É meu

Um projeto (Administração) que foi apresentado para a base governista, mas é possível que não seja protocolado na Assembléia, dispõe sobre a ampliação da licença maternidade para as servidoras públicas. O mesmo projeto de lei complementar, feito pelo peemedebista Rogério Mendonça (Peninha), foi vetado pelo governador Luiz Henrique da Silveira.

Outro, na mesma situação, produzido pela Secretaria do Planejamento, cria as regiões metropolitanas em Blumenau, Criciúma, Florianópolis, Itajaí e Joinville. O deputado oposicionista Kennedy Nunues (PP) teve seu projeto vetado pelo governo, pois difere da estrutura organizacional da atual administração estadual, assentada nas secretarias de desenvolvimento regional. Se o governo de fato encaminhar o projeto para a Alesc, vai ficar claro que ele atendeu aos apelos dos prefeitos e da oposição, e fica claro também que está incomodado de quem é a autoria do projeto.

9 de mar. de 2009

Ex-major Newton é comprometido com Dário Berger

Ligando os pontos. Escrevi em dois posts anteriores que ex-major Newton gosta de emitir opinião sobre tudo e sobre todos. A última vez, foi na quinta-feira (05/06), quando afirmou para a reportagem do Diário Catarinense que os estudantes do Movimento Pela Redução da Tarifa não tinham objetivo reivindicatório. Eram apenas "baderneiros". Faltou o comandante exprimir a opinião dele sobre o aumento da tarifa do transporte público em Florianópolis.

Isso ele nunca vai fazer porque está umbilicalmente comprometido com o governo Dário Berger, de quem depende e a quem serve.

No DC, saiu publicado o seguinte:

O comandante do 4º Batalhão de Polícia Militar, tenente-coronel Newton Ramlow, disse que interrompeu duas operações de combate ao crime para escoltar a manifestação. Segundo ele, o remanejamento do efetivo teve a intenção de evitar a depredação de pontos de ônibus, telefones públicos e vitrines de lojas, como ocorreu na última manifestação.

O tenente-coronel declarou que, na quarta-feira, havia manifestantes bebendo vodca e disse que boa parte deles não é estudante nem pacífica.

Newton Ramlow gosta de aparecer

Esclarecendo, escrevi "ex-major Newton" porque é como o comandante do 4º Batalhão da Polícia Militar, o atual tenente-coronel Renato Newton Ramlow ficou conhecido. Midiático, porque o comandante gosta de aparecer na mídia. Vive dando entrevistas para as rádios, jornais e televisões. Não perde uma oportunidade para aparecer. Ainda tem comunidade no orkut e página no fotolog. Atende bem o perfil que os programas policiais gostam: chama todos acusados e criminosos de "vagabundos" ou "bandidos" e gosta de emitir opinião sobre tudo e sobre todos.

É uma celebridade.

Foi em 25 de novembro do ano passado que o ex-major foi promovido a tenente-coronel, por merecimento, e não por antiguidade.

Chuva do domingo quebra recorde em SC

A chuva registrada no domingo atingiu índices bastante elevados, principalmente entre o Planalto e o Litoral, com acumulados em 24h (entre 9h do dia 08/03 e 9h do dia 09/03) que ficaram em torno dos 100mm, como foi o caso de Itapoá (103,4mm), Painel (111,6mm), Florianópolis (99,0mm) e Ituporanga (103,8mm). Houve quebra de recorde de chuva em 24h no município de Ituporanga, ou seja, não chovia um volume tão elevado em um dia desde o dia 23/03/92, quando choveu 75,4mm.

As informações são da Epagri/Ciram.

5 de mar. de 2009

Ex-major Newton está com saudade de 64

Carlos Damião escreveu ontem sobre a "desproporção" entre o número de manifestantes pela redução da tarifa e o aparato policial militar. Hoje aconteceu a mesma coisa. En passant, vou entrar no assunto porque assisti as duas passeatas. Enquanto o número de estudantes e populares ficou em pouco mais de 100 pessoas nas duas vezes, o número de policiais e viaturas dobrou entre um dia e outro.

Ontem, eram cinco viaturas, sendo uma da Guarda Municipal e quatro do PPT, Pelotão de Policiamento Tático, - quase uma tropa de elite. Identitiquei pelo menos cinco P-2 (policiais desfarçados da agência de 'inteligência' da PM). No final do dia, um estudante foi preso porque supostamente desacatou alguma autoridade.

Hoje eram dez viaturas, duas da GM e as demais da Militar. Vi ainda um policial fardado registrando fotografias dos manifestantes. Nos dias dias, um grupo de PMs acompanhava a marcha na cola dos manifestantes.

Nos dois dias também, o comandante do 4º Batalhão, o midiático ex-major Newton Ramlow, acompanhou a manifestação com sua viatura particular. Sem querer, ouvi ele dando entrevista para um repórter do "Diário Catarinense" quando ele dizia que o grupo não tinha objetivo reivindicatório, só queria fazer baderna pela cidade. Além de policial militar, o atual tenente-coronel também é juiz.

A quantidade de viaturas e policiais realmente era desnecessária para o número de pessoas. Melhor seria se esse aparato estivesse empenhado em fazer segurança pública, e não constrangimento. Newton deve ter saudade de 64 ...

Até o boa praça Cacau Menezes reclamou do barulho, fala aí: