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10 de mar. de 2008

Narcisismo às avessas

Vou assumir a hipótese que o PSTU é um partido de esquerda. Se a tese for verdadeira, seria lógico que o partido fosse aliado das principais referências das esquerdas no continente. Mas não é o que acontece. Assim como o narcisista é apaixonado pela própria imagem, o PSTU é contra tudo aquilo que é diferente.

Olha a opinião do PSTU sobre os principais ícones da esquerda brasileira e latino-americana:

Venezuela
Para o PSTU, o país combina a manutenção do capitalismo com programas sociais compensatórios, financiados pela renda do petróleo. "Algo próximo ao modelo da social-democracia européia do passado, mas em um país semi-colonial".

Hugo Chávez

É pró-imperialista, "mantém sólidas relações com o imperialismo europeu, e não vai romper com Bush".

Cuba
É um país capitalista, copia o socialismo de mercado da China. "Está perdendo seu caráter de país independente e marcha aceleradamente para se transformar em uma semicolônia do imperialismo europeu e canadense".

Fidel Castro
Fez a revolução socialista, depois trabalhou para reinstalar o capitalismo em Cuba. "Ao mesmo tempo em que mantém seus discursos contra Bush e a burguesia cubana exilada, homenageia permanentemente, junto com Chávez, o rei Juan Carlos, símbolo do imperialismo espanhol".

Farc
É uma organização reformista e conciliadora. Deveria organizar uma campanha "Fora Uribe", igual ao PSTU chamava o "Fora FHC". "Têm como proposta programática um governo de unidade nacional (governo burguês) e um regime de Estado de Direito (um regime burguês)".

MST
É governista, ainda não rompeu com Lula. "Acreditamos que o apoio do MST ao governo Lula conduz a uma posição equivocada diante da reforma universitária, e explica a decisão dos companheiros de evitar a unificação das atividades".

Psol
É reformista e privilegia a disputa no parlamento burguês.

Se o PSTU é contra tudo e contra todos, o que sobra?

As observações foram feitas a partir da leitura do site do PSTU, da mesma forma que os enxertos entre aspas.

Não deu certo

Ele queria muito. Mas Manoel Dias não vai assumir a presidência nacional do PDT. O segundo-vice-presidente Vieira da Cunha invocou o estatuto que lhe dá direito a assumir o cargo e colocou Maneca contra a parede. Vieira é deputado federal gaúcho e líder da bancada na Câmara. É a primeira vez que um parlamentar assume a presidência do PDT.

Jackson Lago, governador do Maranhão, que também poderia assumir, abriu mão da vaga para não virar próximo alvo de denúncias. Leia mais aqui e aqui.

O ministro Carlos Lupi abandonou a presidência depois que a Comissão de Ética Pública exigiu que ele escolhesse entre dirigir a legenda ou estar no Ministério do Trabalho. Para Dias sentar na cadeira de presidente seria necessária uma reformulação do estatuto através de uma reunião extraordinária do diretório nacional.

Pará-raio de maluco

Florianópolis tem apenas 73 praças em 436,5 quilômetros quadrados. Abaixo, imagens de uma delas, a Praça Santos Dumont na Trindade. São mais de oito mil metros quadrados abandonados pela prefeitura, pela igreja e pela comunidade. Na foto, obtida através de celular, garrafas de pinga e refrigerantes. Vazias.


8 de mar. de 2008

Avião

Para homenagear as mulheres (e os homens), apresento Solange Paiva Vieira, presidente da Anac, Agência Nacional de Aviação Civil.


Foto: Marcello Casal Jr/Agência Brasil

7 de mar. de 2008

Onipresente

Se Manoel Dias for empossado presidente nacional do PDT, ele pode entrar para os Livro dos Recordes. Maneca vai acumular a função com outros cargos: presidente estadual do partido em Santa Catarina e Minas Gerais, e presidente da Universidade Leonel Brizola e da Fundação Leonoel Brizola - Alberto Pasqualini. Atual secretario-geral do PDT, Dias é o preferido do ministro do Trabalho Carlos Lupi, que já anunciou sua saída do comando pedetista. O único cargo que Maneca não consegue assumir é o de diretor da Eletrosul.

5 de mar. de 2008

Orquestra petista está afinada

Quem achava que a capacidade de mobilização do PT (e aliados) havia se esgotado, hoje teve uma surpresa. Destacados dirigentes da ala sindical do partido organizaram, de forma orquestrada, uma série de manifestações na Capital. Conta comigo:

1- O Sintespe, sindicato de todos os servidores públicos do Executivo, tem como presidente o petista Mario Antonio da Silva, da corrente O Trabalho. A diretoria também tem membros do PCdoB, um antigo aliado. Eles fizeram uma assembléia no auditório principal do Poder Legislativo, às 14 horas, para discutir o projeto que cria o fundo previdenciário e eleger delegados para congresso da CUT. Depois, perto das 16 horas, protestaram nas galerias da Assembléia Legislativa e na Praça Tancredo Neves.

2- O Sindalesc, que reúne os funcionários da Assembléia Legislativa e é presidido pelo petista Romário da Silva, anunciou em seu site, num primeiro momento, uma assembléia no mesmo auditório e horário da reunião do Sintespe para debater a mudança da previdência. Depois mudou o convite para um ato unificado dos servidores públicos na Praça Tancredo Neves, às 16 horas. Romário é funcionário de carreira, mas lotado no gabinete do deputado Pedro Uczai (PT).

3- O sindicato dos professores, Sinte, decidiu pela greve em uma assembléia de mais de 2 mil pessoas, no Clube Doze de Agosto, que começou às 14 horas, depois marchou rumo à Praça Tancredo Neves. O magistério quer incorporação de abonos. Apesar de contar em seu colegiado com diretores trostkistas (PSTU) e comunistas, a maioria da diretoria é petista, de todas as correntes.

4- O sindicato dos servidores do município de Florianópolis, Sintrasem, realizou assembléia no início da tarde, na Praça Tancredo Neves, depois conduziu os manifestantes até a Câmara de Vereadores e Prefeitura. Desde então, a categoria está em estado de greve e pede o cumprimento da data-base de 2008. A diretoria do sindicato é composta por integrantes do PT e PCdoB.

5- Até o MMC (Movimento das Mulheres Camponenas) e o MMTU (Movimento da Mulheres Trabalhadoras Urbanas), antes das 16 horas, e depois do Sintrasem, comemorou o dia da mulher, em ritmo de protesto, na Praça Tancredo Neves. Os trabalhos foram conduzidos pela ex-deputada federal e presidente do PT estadual, Luci Choinacki.

As reivindicações dessas distintas categorias são pra lá de justas. Mas, como diria o pensador Paulo Coelho, nada acontece por acaso.



Todo mundo se encontra na praça
(Foto: Eduardo Guedes de Oliveira / Divulgação Alesc)

Não é culpa do aquecimento global

A influência do fenômeno metereológico La Niña, em Santa Catarina, resultou em chuvas mal distribuídas desde o dia 20 de janeiro nas regiões Oeste, Meio-oeste e algumas regiões do Planalto Norte. Neste período, nem aquelas chuvas "típicas de verão" aconteceram nessas localidades. Chapecó sustenta o título de maior déficit de precipitação no Estado, com 277,4 mm, seguido por Itapiranga (214,2 mm) e São Miguel do Oeste.

A situação dos municípios mais próximos do litoral é inversa. Em São José e Joinville, tem chovido com muita freqüencia, causando alagamentos e deslizamentos de encostas.

Essa bagunça no tempo está prejudicando a safra agrícola do Verão, já que está atingindo regiões de grande produção agrícola, como o Meio-oeste e Oeste. Soja, feijão e milho estão entre as culturas mais afetadas. Por outro lado, as chuvas em excesso estão danificando as lavouras de arroz, em sua fase final de cultivo, na faixa litorânea e Vale Itajaí.

As informações são da Epagri/Ciram.